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A SADC em Moçambique

por Nardia M

O Presidente moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi, anunciou hoje que Moçambique vai receber e organizar a próxima cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), recebendo o testemunho da Tanzânia, onde decorreu a 39ª reunião.

Esta Comunidade de Desenvolvimento da África Austral( SADC do inglês) é uma organização inter-governamental que nasceu em 1992  e se dedica à cooperação e integração socio-económica, bem como à cooperação em matérias de política e segurança, dos países da África Austral.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral existe desde 1992, 17 dd Agosto, mas nasce reslmente da transformação da SADCC (Southern Africa Development Co-ordination Conferenceou Conferência de Coordenação para o Desenvolvimento da África Austral), que foi criada em 1980por nove dos estados membros motivada pelo fim da África do Sul.

Desde 2016, que a SADC agrega 15 países do sul da Áfricacom uma população de aproximadamente 210 milhões de pessoas e um PIBde aproximadamente 471 bilhões de dólares, valor importante, especialmente levando-se em conta as economias dos restantes países do continente.

Ora na cerimónia de encerramento da 39ª cimeira, Filipe Jacinto Nyusi agradeceu a confiança e garantiu estar preparado para organizar a próxima cimeira, convidando os seus homólogos dos restantes 15 países que integram a SADC a estarem presentes em Maputo, “Sejam bem-vindos à 40ª cimeira dos chefes de Estado e de Governo, em Maputo”, afirmou, acrescentando querer resolver alguns dos temas que ficaram sem conclusão nesta cimeira, como “a transformação do fórum parlamentar em parlamento regional”, ( e para quando um parlamento de eleitos para tal na CPLP d nao indigitados?) disse na sua intervenção no Centro de Convenções Internacionais Julius Nyerere, onde decorreu o encerramento da cimeira da Tanzânia.

O Presidente moçambicano elogiou o sucesso dos trabalhos da cimeira que atribuindo-o “aos peritos e outros técnicos, que prepararam as matérias a serem discutidas e propuseram consensos para o desenvolvimento da região”.

Filipe Jacinto Nyusi também agradeceu aos Estados membros da SADC o apoio e solidariedade “para minorar o sofrimento e drama humanitário” provocados pela passagem dos ciclones Idaí e Kenneth no centro e norte de Moçambique e o facto de terem testemunhado a assinatura do acordo de paz e reconciliação com a Renamo.

A 39ª cimeira da SADC juntou chefes de Estado e de Governo de 16 países – Angola, Moçambique, África do Sul, Botsuana, Comoros, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Maurícia, Namíbia, Esuatíni (antiga Suazilândia), Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué e Seicheles — para debater o desenvolvimento regional.

Iniciada no sábado em Dar es Salam, a reunião foi dedicada ao tema “a Criação de um Ambiente Propício para o Desenvolvimento Industrial Inclusivo e Sustentável, Incremento do Comércio Intrarregional e Criação de Oportunidades de Emprego” e um comunicado da presidência de Moçambique, dizia que a cimeira visava “passar em revista a transformação do fórum parlamentar da SADC em parlamento, assim como a operacionalização do fundo de desenvolvimento regional da SADC”.

Em discussão estiveram ainda os progressos registados no processo de integração regional, o grau de implementação da estratégia e roteiro para a industrialização da SADC.

Nardia M

Imagem destaque: Lusa

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