Home Angola Os Sobas de Angola clarificam o seu estatuto

Os Sobas de Angola clarificam o seu estatuto

por Joffre Justino

Aos que nao se lembram Portugal ganhou o seu “direito” a participar na conferência de Berlim ( sim essa que retalhou África) às ditas autoridades tradicionais (numa ainda nao a Angola de hoje)  de Cabinda, com o Tratado de Simulambuco.

Pois as autoridades tradicionais de Luanda mostram o seu Poder e manifestaram-se hoje preocupadas com a “proliferação e invasão de sobas” que “não fazem parte da linhagem” da capital angolana, referindo que a situação surge por “interesses de terceiros” por recompensas financeiras.

Segundo o secretário das Autoridades Tradicionais de Luanda, João Adão, a presença excessiva de sobas (autoridades tradicionais) distantes da linhagem dos ancestrais de Luanda tem causado enorme confusão nas suas atividades. “É que hoje por intermédio de outros interesses apresentam-se como autoridades tradicionais, então queremos acabar com essa confusão e encontrar quem são os verdadeiros da linhagem dos nossos ancestrais”, disse João Adão, à margem da discussão pública da Proposta de Lei sobre as Instituições do Poder Tradicional.

“Tenho dito que autoridades tradicionais até podem ser, mas da linhagem de Luanda não”, frisou, sendo que a discussão pública da proposta de lei sobre as Instituições do Poder Tradicional, que visa recolher contribuições para a definição e regulação das atribuições e competências administrativas daquelas entidades, foi promovida pelo Ministério da Cultura angolano.

João Adão, soba grande da comuna do Mussulo, península do litoral de Luanda, aplaudiu a iniciativa das autoridades administrativas do país assegurando que a discussão será exaustiva.

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