Home Direitos e Deveres Por onde anda a Responsabilidade Social empresarial ?

Por onde anda a Responsabilidade Social empresarial ?

por Joffre Justino

É espantoso que o ministro do Ambiente diga como fez hoje que não percebe as queixas dos responsáveis por postos de abastecimento que integram a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), pois o país está a viver uma greve, “Não consigo perceber qual é o prejuízo que poderão estar a ter quando comparado com o comum dos postos porque estamos em greve”, afirmou João Pedro Matos Fernandes, em conferência de imprensa realizada hoje na sede da Entidade Nacional para o Setor Energético, em Lisboa.

Na verdade terá sido a primeira vez que este ministro se confrontou com a quase inexistência de Responsabilidade Social em Portugal que tudo o que vá alem da caridadezinha é para não poucos “comunismo”? 

E que é por essa mentalidade absurda no século XXI que se vive hoje uma greve neste setor? 

Assim, a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, ANAREC, afirmou num comunicado na quarta-feira que está preocupada com o aumento dos custos e quebra de receitas dos seus associados devido à greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias que, na verdade, goste a ANAREC ou não, é da responsabilidade da sua parceira ANTRAM !

E tudo porque a ANAREC que tem vindo a monitorizar os efeitos da greve junto dos revendedores de combustíveis, líquidos e gasosos, e assim recebeu queixas dos seus associados que integram a REPA e que  afetam “em particular os que têm postos exclusivos e que só podem facultar os abastecimentos a entidades prioritárias”.

Ora, diz o ministro “Pertencer à rede REPA é a garantia que se tem abastecimento acima das garantias que podem ser dadas aos postos normais”, acentuando que este não é um tempo de negócio igual aos outros pois “Estamos em greve e sendo esta uma necessidade evidente para o conjunto para o país, a lei deixa claro que quem tem um posto de combustível não tem um negócio completamente normal no sentido em que assume uma particular responsabilidade num setor vital”. 

E assim Matos Fernandes esquecendo as carateristicas dominantes destes empresários acentua as diferencas  entre os 15 de agosto do ano passado e deste ano, “ Se estão a comparar com o dia 15 de agosto do ano passado, em que não havia greve alguma, eventualmente estarão a vender menos combustível, mas parece-me que a comparação deve ser feita é com os restantes postos de abastecimento”.

O ministro adiantou ainda que, hoje, os números da REPA “estão em linha com os de ontem [quarta-feira]”, estando os ‘stocks’ gerais em cerca de metade do total (51,3%), ora a ANAREC, diz que a maioria das empresas suas associadas com postos na REPA exclusivos para entidades prioritárias “têm relatado que estão, na sua maioria, com os depósitos cheios, e com vendas muito inferiores ao habitual … De facto, estão impedidos de vender combustível ao público em geral, e referem que as entidades prioritárias também continuam a abastecer as suas viaturas noutros postos de abastecimento, inclusive fora da REPA”. 

A ANAREC considera os relatos dos associados “preocupantes”, porque os custos que têm para manter os postos em funcionamento mantêm-se iguais, ou até aumentaram, e as receitas são cada vez mais diminutas.

Que quereria este ministro?  Se escolheu o parceiro dito empresarial queixa-se de quê, de não haver em Portugal cultura de Responsabilidade Social, algo que nem no ministério da Economia, nem das Finanças, nem do Trabalho, é filosofia respeitada ? 

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