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Voos domésticos em Cabo Verde contando com empresas portuguesas

por Nardia M

A companhia aérea Cabo Verde Airlines, CVA, inicia hoje os voos domésticos, entre ilhas, através de uma parceria com as portuguesas Lease-Fly e Newtour, sendo esta uma empresa de um grupo turístico português, garantindo assim a conectividade ao ‘hub’ internacional na ilha do Sal.

A transportadora aérea cabo-verdiana opera grande parte dos voos internacionais a partir do Sal, passando agora a ter ligações às ilhas de Santiago, São Vicente e Fogo, com recurso a aviões ATR42-300 e as ligações aéreas entre ilhas têm sido asseguradas apenas pela companhia Binter, mas o Governo cabo-verdiano tem insistido que o mercado está aberto a novas operadoras e hoje ligações domésticas da CVA arrancam com os voos do Sal para a Praia, Santiago e regresso, e do Sal para São Vicente e regresso.

Esta parceria liderada pela CVA envolve a Lease-Fly, uma empresa registada em Portugal e com bases operacionais em Espanha e França, sendo um “operador especializado no transporte aéreo regional e executivo” e vai disponibilizar os ATR42-300 em regime de locação, o primeiro dos quais, conforme noticiado anteriormente pela Lusa, chegou ao aeroporto da Praia a 30 de julho.

“Num futuro próximo, a Lease-Fly pretende obter o seu próprio certificado de operador em Cabo Verde e em parceria com a Cabo Verde Airlines operar e incentivar a conectividade inter-ilhas e ao ‘hub’ na ilha do Sal”, referiu anteriormente a CVA.

Já a Newtour é um dos maiores grupos no setor do turismo a operar em Portugal, em áreas como a hotelaria ou a distribuição, “contanto com mais de 30 anos de experiência no mercado cabo-verdiano”, recorda a CVA e com um modelo de operação que arranca hoje com voos bidiários – no período da manhã e da noite – ao ‘hub’ do Sal, para garantir também as ligações internacionais da CVA, sendo que “A conexão inter-ilhas, ancorada no programa ‘Stopover’, que permite ficar em Cabo Verde até sete dias sem encargos adicionais, tem agora condições de sustentabilidade para ser assumida pela Cabo Verde Airlines e os seus parceiros na hotelaria, restauração e na animação turística correspondendo à demanda do mercado interno e contribuindo para o crescimento da indústria de turismo no arquipélago”, explicou a CVA, num anterior comunicado.

Em março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) por 1,3 milhões de euros à LofleidirCabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação, já que para o Governo cabo-verdiano, a alternativa à privatização seria a sua liquidação, a qual custaria mais de 181 milhões de euros.

A TACV assegurava voos domésticos, que foram abandonados no âmbito do processo de privatização, estando a CVA concentrada apenas nos voos internacionais.

Continuamos a defender a tese de uma bandeira da CPLP como alternativa à entrega dos ares aos muito grandes operadores que desvirtuam as relações Turismo Local, regional e nacional, do seu transporte.

Nardia M.

Imagem destaque : Lusa 

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