Home África Repetir os erros de dos Santos a nada leva!

Repetir os erros de dos Santos a nada leva!

por Joffre Justino

O Modelo para a economia Angolana parece não ter mudado muito com João Lourenço já que  o governo angolano vai alienar o capital de 195 empresas detidas ou participadas pelo Estado angolano, como a companhia aérea TAAG ou a petrolífera Sonangol, até 2022, no âmbito do Programa de Privatizações para “reestruturar e redimensionar o setor empresarial público” em Angola.

Neste 5 de Agosto um decreto presidencial de a que a Lusa teve hoje acesso, 175 destas empresas serão alienadas por concurso público, 11 por leilão em bolsa e nove através de oferta pública inicial e até ao final deste ano está previsto o lançamento de concursos para as participações em 80 instituições, assim como de uma oferta pública inicial.

Em 2020, serão 81 as empresas deverão ser alienadas por concurso público, seis por leilão em bolsa e três por oferta pública inicial em 2021, serão privatizadas mais 12 empresas, com as restantes quatro a saírem da carteira do Estado angolano em 2022.

O problema na nossa opinião está na escolha de empresas como a petrolífera Sonangol, a companhia aérea TAAG, a empresa nacional de exploração e comercialização de diamantes Endiama, que gerem ativos naturais e que o Estado nesta globalizada economia e num contexto de ja largas privatizações não necessita não deve separar-se delas mantendo ao menos um forte controlo do seu capital social 

Quanto aos bancos de Comércio e Indústria (BCI), Caixa Geral de Angola e Económico e ainda as empresas financeiras Ensa Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola não serão essenciais num mercado ja bem servido de concorrência como se pode dizer o mesmo ( por outras razões) das unidades agroindustriais Aldeia Nova e Biocom, as têxteis Textang II, SATEC e África Têxtil as cervejeiras CUCA, Ema e Ngola e a Mota-Engil

Ja quanto às cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito justifica-se mais uma fusão que as previstas privatizações dada a premência de uma política de habitação 

Nas  telecomunicações dadas as características de baixíssimo rendimento familiar de Angola é despicienda as privatizações das Unitel, da MS Telecom, Net One, Multitel, Angola Telecom, TV Cabo Angola, Angola Cables, Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola, Angola Comunicações e Sistemas e Empresa de Listas Telefónicas de Angola.

Nada contra a privatização da companhia aérea da Sonangol (Sonair), da Sociedade de Gestão de Aeroportos mas já merece duvidas a Sonangalp, uma distribuidora de combustíveis, detida em 51 por cento pela petrolífera estatal angolana que assim se deveria manter.

O Programa de Privatizações está alinhado com o Programa de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 e enquadra-se na Reforma das Finanças Públicas do Executivo do Presidente angolano, João Lourenço uma reforma que tem em vista “a promoção da estabilidade macroeconómica, o aumento da produtividade da economia nacional e o alcance de uma distribuição mais equitativa do rendimento nacional”, refere o decreto assinado por João Lourenço.

“Nesta perspetiva, a redução da participação do Estado na economia como produtor direto de bens e serviços e a promoção de condições favoráveis à iniciativa privada, ao investimento estrangeiro e a aquisição de ‘know-how’ e competências específicas devem ser as linhas condutoras da reestruturação e redimensionamento do setor empresarial público”.

Como de costume nos dias de hoje tudo e todos esqueceram o papel da economia social e solidaria tão afim em Angola com a economia comunitaria de base, de aldeia ! 

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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