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O infeliz Iémen

por Antonio Sousa

O palácio presidencial de Yemen, em  Adén, assim como os acampamentos militares do  ex-mandatário desse país, Abdu Rabu Mansur Hadi, foram  ocupados por forças  separatistas, segundo os media   internacionais, este sábado, sendo que  nem foi necessário ” utilizar nenhuma  arma pesada. Os tanques estão estacionados nas bases, não tendo sido necessário utilizá-los”, declarou o vice-presidente do Conselho  de Transição  do  Sul, CTS, Hani bin Breik, cujas  forças  apoiam  os Emirados Árabes Unidos.

Desde a madrugada que os enfrentamentos se intensificaram nos arredores  do  palácio presidencial e os separatistas tomaram  a casa do ministro do Interior do  ex presidente fugitivo, no  quarto dia consecutivo de tiroteios com as tropas leais  a Hadi, fornecidas  pela Arábia Saudita.

Aden é a capital “provisória” do governo do presidente iemenita Abd Rabo Mansur Hadi mas a tomada do palácio presidencial é sobretudo simbólica, já que o chefe de Estado se exilou na Arábia Saudita mas a ação é vista como o ponto culminante de um conflito que começou em meados de 2014, quando rebeldes huthis, originários de uma vertente do xiismo, lançaram uma ofensiva contra as forças governamentais.

Recordemos que o Iémen  do Sul foi um estado independente até 1990 sendo que os rebeldes lutam para restaurar essa separação. 

Dramaticamente os partidários de uma independência no sul do Iêmen e as forças leais ao presidente Abd Rabo Mansur Hadi, apoiadas por uma coligação  militar liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, já deixaram milhares de mortos segundo as Nações Unidas e mais de 3 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em razão do conflito nestes cinco anos. 

De acordo com a ONU, “80% da população, o que correspondente a 24 milhões de pessoas, precisa de alguma forma de ajuda humanitária e proteção, e dentre eles 14,3 milhões necessitam de ajuda urgente”.

A Unicef chegou a qualificar o Iêmen de “inferno na terra” para as crianças. Quase dois milhões de menores de cinco anos vivem em situação de “má nutrição aguda” no país.

Antonio Sousa

Imagem destaque: Lusa

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