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Noam Chomsky não perdoa Bolsonaro e Moro

por Joffre Justino

Noam Chomsky é um dos mais conhecidos inteletuais de Esquerda destes globais dias e voltou a denunciar a condição de preso político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Numa entrevista à revista Jacobin Brasil, Chomsky comparou a prisão de Lula à prisão do pensador italiano Antonio Gramsci pelo regime fascista de Benito Mussolini. 

“A exemplo de Bolsonaro, Benito Mussolini reconheceu que Gramsci precisava ser silenciado: quando Gramsci foi preso, o representante do Ministério Público italiano disse ‘precisamos silenciar esse homem pelos próximos vinte anos, porque sua voz é muito perigosa para ser escutada’. É exatamente isso que o golpe de direita fez no Brasil. No último verão, ficou claro que se Lula pudesse aparecer publicamente, ele ganharia as eleições. Então, era preciso fazer algo contra ele, colocá-lo em confinamento solitário, impedi-lo de fazer qualquer comunicação. Depois veio a campanha das redes sociais, grotesca, e é uma tendência que vai acontecer cada vez mais no mundo”, disse Chomsky. 

O intelectual disse também que as revelações do jornalista Glenn Greenwald, no The Intercept Brasil, deixaram “absolutamente claro que o juiz Moro era tudo menos um herói”. “Moro estava envolvido em esforços corruptos para tentar garantir a prisão de Lula. Tornou-se pública a informação de que o próprio Ministério Público não tinha provas suficientes para uma acusação e o Moro os incentivou a fazer, mesmo assim, uma denúncia para se livrar daquela figura perigosa e o golpe da direita pudesse se concretizar”, disse ele.

Com Chomsky nao perdoamos a Bolsonaro e a Moro. 

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa 

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