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Análise da influência do treino

por Editor

Análise da influência do treino de visualização mental na execução do livre directo em atletas seniores de um clube de futebol da primeira divisão

Kathy Jamisse de Araújo & Vicente Alfredo Tembe

Universidade Pedagógica de Maputo-Faculdade de Educação Física e Desporto

Resumo

Com este estudo pretendeu-se avaliar a capacidade de visualização mental dos atletas e a sua relação com o desempenho do livre directo no futebol. Participaram jogadores de futebol (n=16) de um clube da cidade de Maputo com idades compreendidas entre os 18 e os 31 anos. Os sujeitos foram divididos aleatoriamente em 2 grupos, sendo um de prática combinada e o outro de controlo que fazia apenas a prática física. Para avaliação foi usado o Questionário de Avaliação da Capacidade de Visualização mental (ALVES & BRITO, 2011), dividido em 5 dimensões. O G1 participou no programa de treino da capacidade de visualização mental de 12 sessões. A análise estatística foi efectuada no programa estatístico SPSS, 22.0, a 0.05 de intervalo de significância. Para além da média e do desvio padrão, foi aplicado o t-teste de medidas repetidas e a correlação de Pearson. Verificou-se que o G1 apresentou uma melhoria significativa do desempenho (p=0.03), contrariamente ao G2 que não apresentou diferenças significativas (p>0.05). Também foi verificada uma melhoria significativa na capacidade global de visualização mental (p=0.01)), no G1, sendo as dimensões com uma melhoria mais significativas a visual, cinestésica e a emocional (p <0.05). Os coeficientes de correlação encontrados são negativos, moderados e estatisticamente semelhantes (r2= -0.49; p=0.22). No cômputo geral, os resultados encontrados permitem concluir que a prática combinada propicia maiores benefícios na melhoria da performance na execução do livre directo em relação à prática isolada.

Palavras-chave: Visualização mental, Livre Directo e Futebol.

INTRODUÇÃO

A psicologia do desporto é uma área da psicologia relativamente recente, mas que vem ganhando campo e visibilidade no mundo devido às exigências com que os atletas, os treinadores, os clubes e vários agentes desportivos têm deparado no mundo das competições desportivas.

É neste sentido que nos propomos, no âmbito do presente estudo intitulado “Análise da influência de um programa de treino da visualização mental na execução do livre directo em atletas seniores de um clube de futebol da primeira divisão” desenvolver uma temática relacionada com uma das ferramentas da psicologia do desporto, designadamente a visualização mental e estabelecer a sua relação e contributo para o desempenho dos jogadores.

A visualização mental é uma das componentes do treino mental, que, segundo SAMULSKI (2009), é a imaginação planeada, repetida e consciente das habilidades motoras, técnicas e tácticas. Através da visualização mental, para além da capacidade de imaginar, o atleta pode também ser capaz de incorporar as informações auditivas, as sensações tácteis, os movimentos e o seu posicionamento no espaço e as emoções desencadeadas pela situação (FONSECA & TRINDADE, 2011).

O futebol actual tem vindo a evoluir em paralelo com o desenvolvimento da sociedade, sociedade esta em que questões relacionadas com a rentabilização máxima de pessoas e meios devem ser consideradas na conquista de melhores resultados. Essas questões ficam evidentes na preocupação dos treinadores e equipas pela busca da vitória e da superação sobre a equipa adversária (ESTEVES, 2011).

No futebol os atletas são obrigados a prestar atenção a variados estímulos que estão em constante mudança, desde o movimento da bola e dos colegas até á posição do guarda-redes e à jogada em si (VIOLAS, 2009).

Atendendo que a psicologia no desporto é ainda uma área nova de exploração em Moçambique, achamos pertinente e relevante desenvolver um trabalho deste cunho, considerando que possa contribuir de forma positiva para que esta área se desenvolva e, consequentemente, os atletas possam melhorar o seu desempenho. Sendo que, o objectivo do trabalho éanalisar os efeitos do treino da capacidade de visualização mental na execução do livre directo na modalidade de futebol.

MATERIAL E MÉTODOS

Sujeitos

O presente estudo integrou 16 atletas seniores masculinos de 1 clube de futebol da cidade de Maputo, com pelo menos 2 anos de prática, que participaram nas sessões normais de treino e que estiveram elegíveis para a participação em competições oficiais. As idades dos atletas variaram entre os 18 e os 31 anos. Os atletas foram divididos em 2 grupos: o grupo de controlo (G2) e o grupo experimental (G1). O G2 realizou apenas o treino físico e foi constituído por 8 atletas, enquanto o G1, também constituído por 8 atletas, realizou a combinação entre o treino físico e o treino de visualização mental.

Instrumentos de recolha de dados

Para a avaliação da prestação na tarefa foi desenhada uma prova constituída por 5 execuções do livre directo. A pontuação atribuída foi baseada no estudo de MORGADO (2010), que foi estipulada de acordo com o local de entrada da bola na baliza, conforme a figura abaixo ilustra:

4 pontos 2 pontos 4 pontos
3 pontos   1 ponto   3 pontos

Figura 1: BalizaPontuação de entrada na baliza

Esta pontuação segue a linha de dificuldade que o guarda-redes teria para defender o lance e o local de maior dificuldade para a obtenção de golos. Foi também aplicado o Questionário de Avaliação da Capacidade de Visualização Mental (QCVM), traduzido e adaptado para português por ALVES & BRITO (1911) para avaliar a capacidade de visualização mental de cada atleta nas dimensões visual, auditiva, cinestésica, emocional e controlo da imagem. A cotação do questionário é feita através de uma escala de Likert com cinco níveis de respostas que variam de “Muito Fraco” a “Muito Bom”.

Procedimentos estatísticos

Para além das medidas de estatística descritiva básica, i.e., a média e desvio padrão, foi aplicado o t-teste de medidas repetidas para efeitos comparativos de valores médios entre os momentos pré e pós aplicação do programa de treino. A correlação entre a capacidade de visualização mental e o desempenho no pontapé livre foi calculada através de coeficientes de correlação de Pearson. Todos os cálculos foram efectuados no programa estatístico SPSS, versão 22.0, tendo sido estabelecido um nível de significância de 0.05.

RESULTADOS

Como foi referido anteriormente, os jogadores realizaram uma prova constituída pela execução de 5 livres diretos cada um, e os resultados foram cotados na ficha de registo por nós elaborada. Os valores médios apresentados na Tabela 1 permitem observar que a média do desempenho do grupo de controlo sofre uma variação positiva, porém marginal de 0,12 pontos e sem significado estatístico (p=0.85), enquanto a média do grupo experimental apresenta uma melhoria de 2,75 pontos. Quer dizer, ao contrário do grupo de controlo, o desempenho e a capacidade global de visualização mental (Global CVM) do grupo experimental apresentam diferenças significativas entre o momento pré-teste e o momento pós-teste, p=0.03 e p=0.01, respectivamente, indicando que o programa de treino da visualização mental influencia positivamente o desempenho dos jogadores.

Tabela 1: Resultados do T-Teste de medidas repetidas resultantes da comparação dos valores médios obtidos pelos grupos nos dois momentos de avaliação.

Grupo Controle
Variáveis Pré-Teste Pós-Teste T                                 p
Desempenho 4.63±3.29 4.75±2.12 -0.196 0.85
Grupo Experimental
Desempenho 4.13±3.68 6.88±4.29 -2.67 0.03
Global CVM 3.18±0.37 3.63±0.43 -3.59 0.01

A tabela 2 (abaixo) apresenta os resultados do T-Teste de medidas repetidas resultantes da comparação dos valores médios das diferentes dimensões obtidos pelo grupo experimental nos dois momentos de avaliação da capacidade de visualização mental. Como se pode observar nesta tabela, as dimensões Visual, Cinestésica e Emocional apresentam diferenças significativas (p<0.05) entre os momentos pré-teste e pós-teste, contrariamente ao observado nas variáveis Auditiva e de Controlo de Imagem, em que não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas (p>0.05).

Tabela 2: Resultados do T-Teste

  Grupo Experimental
Dimensões Pré-Teste Pós-Teste T p
Visual 3.28±0.45 3.69±0.48 -4.33 0.00
Auditiva 2.94±0.80 3.28±0.47 -1.35 0.22
Cinestésica 3.25±0.48 3.78±0.47 -2.55 0.04
Emocional 3.06±0.70 3.63±0.86 -2.68 0.03
Controlo de imagem 3.34±0.64 3.75±0.83 -1.63 0.15

Os coeficientes de correlação encontrados resultantes da associação entre a capacidade de visualização mental e o desempenho no pontapé livre (Tabela 3) são negativos, de magnitude moderada e estatisticamente insignificantes (p>0.05).

Tabela 3: Resultados da correlação entre a Capacidade Global de Visualização Mental e o Desempenho.        

Desempenho final   Global Visualização Mental Final
r2 -0.49
p 0.22
N 8

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O presente estudo procurava analisar se o treino da visualização mental combinado com a prática física pode contribuir para a melhoria do desempenho do atleta de futebol numa actividade específica, a marcação do livre directo.

Concordando com MARTINS (2002), a visualização mental pode, de entre outras utilidades, ser usada para bloquear e/ou substituir imagens que criam ansiedade, fazer a auto-sugestão para o atleta ou executar mentalmente determinadas tarefas motoras. A realização dessas tarefas motoras através da visualização permite que o atleta faça o seu treino sem necessidade de estar no local de treino e sem necessidade de estar na presença do estímulo e do objeto.

Observando a apresentação de resultados no capitulo precedente fica evidente que existiram melhorias notáveis no desempenho da tarefa (livre directo), sendo que o grupo experimental apresentou uma melhoria mais notável e estatisticamente significativa no desempenho após a aplicação do programa de treino da visualização mental, do que o grupo de controlo.

Esta melhoria está na linha dos resultados encontrados por MORGADO (2010) e ALVES & BRITO (2011) que nas suas investigações verificaram a importância da utilização da visualização mental como uma mais-valia para a aprendizagem, especialmente quando treinada em alternância com a prática física. Estes autores referem que a prática da visualização mental é sempre melhor do que a não prática.

Fica evidente essa diferença quando observamos a diferença entre os valores médios encontrados. Podemos verificar que a média do desempenho do grupo de controlo sofre uma variação positiva (0,12 pontos), enquanto a média do grupo experimental apresenta uma melhoria (2,75 pontos). Encontramos aqui uma diferença (2,62 pontos) na variação das médias o que corrobora com estudo de MORGADO (2010).

Com isto podemos afirmar que assim como este autor, acreditamos que a prática física da tarefa quando executada sistematicamente pode contribuir para uma melhoria do desempenho, mas quando esta prática física é combinada com a prática mental esta melhoria torna-se mais expressiva, ou seja, com diferenças significativas. No entanto, temos que ter em conta também que a prática mental depende da prática física para ser efetiva (GOMES et al. 2012).


Análise Geral das Dimensões

Gráfico 1: Comparação dos valores médios das diferentes dimensões da capacidade de visualização mental

Para além do desempenho, outra variável dependente que nos propusemos a estudar foi o resultado da avaliação da capacidade de visualização mental. Os resultados obtidos estavam divididos em 5 dimensões da visualização mental, as dimensões visual, auditiva, cinestésica, emocional e de controlo de imagem. Como podemos observar o gráfico acima, as dimensões foram analisadas tendo em conta as médias obtidas numa avaliação inicial (pré-teste), antes do programa de treino da visualização mental e numa avaliação final (pós-teste), depois da aplicação do programa.

Fazendo a análise, verificamos que, de uma forma geral, existe uma evolução da capacidade global que é resultado de uma evolução em todas as dimensões da Avaliação da Capacidade de Visualização mental.

Ainda de acordo com o gráfico e com a tabela 2, as dimensões cinestésica e emocional apresentaram uma melhoria superior e com maior significância que as outras dimensões.

O sentido cinestésico é importante para aumentar o desempenho porque envolve a sensação do corpo à medida que ele se movimenta em diferentes posições, o que faz com que o atleta que use mais este sentido crie imagens mais nítidas tornando a experiência mais próxima à real e o imaginar das emoções ajuda a no controlo das mesmas (WEINBERG & GOULD, 2008). Estas duas dimensões, uma relacionada com a imaginação da perceção interna que o atleta vivência antes, durante e depois da acção e a outra relacionada com a visualização das emoções que podem ocorrer durante determinadas situações, podem levar a um melhor controlo dos factores emocionais e fisiológicos por parte do atleta (SOUZA & SCALON, 2004).

É possível verificar também, que a variação com o valor mais baixo encontra-se na dimensão auditiva, que também foi a dimensão com os valores mais baixos na primeira avaliação. Isto pode significar que existe uma maior dificuldade dos atletas no mecanismo, apontado por SOUZA & SCALON (2004), de registo dos ruídos que ocorrem em si mesmo e no ambiente que os rodeia. Para além da dimensão auditiva, a dimensão de controlo de imagem apesar de apresentar uma ligeira melhoria, esta não é significativa.

Observando o programa de treino da visualização mental verificamos que este focaliza na percepção, na experiência emocional, no controlo e nitidez da imagem, podendo estar aí a razão de não ter existido um grande desenvolvimento da dimensão auditiva, visto que esta não se encontra descriminada no programa.  

Autores como SOUZA & SCALON (2004), referem também a importância das diferentes dimensões serem desenvolvidas em conjunto para que haja um aumento do rendimento dos atletas. No presente estudo foi observado esse desenvolvimento das diferentes dimensões de uma forma geral, e paralelamente observou-se também uma melhoria no desempenho dos atletas que fizeram parte do grupo experimental.

Os resultados demonstram também que, tal como MORGADO (2010), ALVES & BRITO (2011) verificaram, a capacidade de visualização mental é uma capacidade individual que pode ser melhorada com a prática através de treinos sistemáticos e intensivos.   

Fazendo a correlação entre o desempenho e os resultados da avaliação da capacidade de visualização mental verificou-se que apesar de existir uma correlação negativa moderada (r=-0.49) esta não é significativa (p=0.22), o que vai de encontro aos resultados obtidos por MORGADO (2010) e SILVA & BORREGO (2013) em que apesar de ter-se verificado que os indivíduos com maior capacidade de visualização mental apresentavam um desempenho superior ao dos indivíduos que têm menor capacidade de visualização mental, a relação entre a capacidade de visualização mental e o desempenho não apresenta uma correlação evidente e significativa.

No entanto consideramos que apesar de não existir uma correlação significativa, o desempenho no livre directo no futebol e os resultados das dimensões da visualização mental apresentam uma melhoria após a aplicação do programa de treino da visualização mental, o que pode demonstrar que a prática da visualização mental combinada com a física conduz a uma melhoria na aquisição de competências, essa melhoria não é significativa quando a prática física é feita isoladamente.

Entretanto, apesar de não ser possível demonstrar uma correlação com significância entre a capacidade de visualização mental e o desempenho, o programa de treino da visualização, poderá ter contribuído para o desenvolvimento de outras competências que favoreçam o desempenho da tarefa que nos propusemos a estudar por ser composto por técnicas relacionadas com a perceção, o relaxamento e a atenção. As questões como a capacidade de concentração e de focalização poderão ter sido desenvolvidas tanto pelas técnicas de relaxação, como pelos exercícios de visualização e que este pode ser um elemento a se ter em conta nas pesquisas subsequentes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com os objetivos definidos, foi possível observar e avaliar a capacidade de visualização mental dos atletas e a sua relação com o desempenho. Verificou-se que o grupo que fez a prática física combinada com o treino da visualização mental apresentou melhorias significativas no desempenho do livre directo. No entanto, como foi possível constatar na análise estatística da correlação entre esse desempenho e as melhorias na capacidade de visualização, não foi possível encontrar uma correlação significativa entre as duas variáveis.

Importante referir que todas as dimensões da capacidade de visualização mental apresentaram uma melhoria após o programa de treino de visualização, isto comprova que a visualização mental é uma capacidade que varia de atleta para atleta mas que pode ser melhorada através do treino.

As dimensões que apresentaram maior evolução foram as dimensões emocional e cinestésica o que pode nos levar a acreditar que os atletas têm uma maior tendência a adotar uma perspectiva mais interna. Considera-se também que apesar da correlação não ser positiva nem significativa, a prática combinada apresenta melhores resultados para a execução do livre directo do que a prática física isolada.

BIBLIOGRAFIA

ALVES, José & BRITO, António. Manual de psicologia do desporto para treinadores. Lisboa. Visão e Contextos, Edições e Representações, Lda. 2011.

ESTEVES, Luís. Situações de bola parada no jogo de futebol: As sequências de jogo a partir dos livres no meio campo ofensivo – Estudo no campeonato europeu 2008 de seniores masculinos de futebol com recurso à análise sequencial. Portugal. Universidade da Madeira. 2011 

FONSECA, Teresa & TRINDADE, Jorge. Visualização mental no ensino e na aprendizagem de ciências: Contributos da psicologia do desporto. Portugal. Research Gate. 2011.

GOMES, Thábata, UGRINOWITSCH, Herbert, MARINHO, Nádia & BENDA, Rodolfo. Efeitos da prática mental na aquisição de habilidades motoras em sujeitos novatos. São Paulo – Brasil. Rev. Bras. Educ. Fís. Esporte, v. 26, nº3. 2012. pg.511-521.

MARTINS, Celina. Caracterização do perfil psicológico de prestação e orientação cognitiva de atletas com deficiência mental. Porto. Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física. Universidade do Porto. 2002

MORGADO, Luis. Análise da influência do treino de visualização mental na execução do livre directo, em atletas de vários escalões. Santarém. Escola Superior de desporto de Rio Maior. 2010.

MORRIS, Tony, SPITTLE, Michael & WATT, Anthony. Imagery in sport.Estados Unidos da América. Library of Congress Cataloging-in-Publication Data. Human Kinetics. 2005. 

SAMULSKI, Dietmar. Psicologia do esporte. 2ª edição. São Paulo. Editora Manole Ltda. 2009

SILVA, Carlos & BORREGO, Carla. Visualização mental – definições e aplicações. Santarém. Instituto Politécnico de Santarém. Revista da UIIPS.Vol. 1. 2013. Pg. 300-337.

SOUZA, Ana & SCALON, Roberto. O treinamento mental como uma variável significativa na peformance de atletas e na aprendizagem de habilidades motoras. Buenos Aires. Efdeportes Revista Digital. N˚75. 2004 

VIOLAS, Carolina. Competências Psicológicas no futebol de alta competição: um estudo comparativo entre equipas de sucesso e de insucesso. Porto. Universidade Fernando Pessoa. 2009.

WEINBERG, Robert & GOULD, Daniel. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. Brasil. 4ª edição. Editora artmed. 2008.

Kathy Jamisse de Araújo & Vicente Alfredo Tembe

Universidade Pedagógica de Maputo-Faculdade de Educação Física e Desporto

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