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Boris ganhou, o pior do Brexit a chegar

por Joffre Justino

Como era previsível, tantas foram as asneiras da Comissão Europeia / Junker e direitista que Boris Johnson foi eleito hoje 23.07, terça-feira, como o líder do Partido Conservador e por tal o próximo primeiro-ministro britânico. 

Depois do complexo processo eleitoral, em várias rondas de votações, o antigo mayor de Londres, de 55 anos, e o seu opositor, o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, passaram um mês a tentar convencer os afiliados do partido a escolhê-los como líder, mas o vencedor e novo chefe de governo é o controverso Boris Johnson.

O anúncio foi feito por Cheryl Gillan e Charles Walker — da comissão eleitoral do Comité 1922 e Johnson ganhou a Hunt com 66% dos votos (92.153 votos) contra 34% (46.656 votos), com uma taxa de participação de 87.4%.

Ao assumir a vitória, o novo líder dos Conservadores reconheceu que a sua eleição não será universalmente bem recebida, “Sei que há pessoas que vão questionar o bom senso da vossa decisão … Hoje neste momento crucial da nossa história temos de conciliar dois tipos de instintos”, referindo que esses se situam entre a “amizade” com os aliados europeus e “um desejo simultâneo por um auto-governo democrático neste país”, refutando a possibilidade de os dois serem “irreconciliáveis”.

“Vamos energizar este país!”, continuou, rematando que “a campanha terminou e o trabalho começa agora”.

Conhecido por ter protagonizado a campanha para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) no referendo de 2016, tem sido um dos críticos mais proeminentes da estratégia do governo para o Brexit, tendo prometido aplicar a saída até ao prazo de 31 de outubro.

Boris admite uma saída sem acordo a 31 de outubro, mas terá dificuldade em conseguir fazer passar esta hipótese no parlamento devido à divergência dos partidos da oposição e também de vários deputados do próprio partido Conservador, que atualmente só tem uma maioria de três deputados.

Desde a sua vitória eminente já enfrentou duas demissões, a começar com a do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Alan Duncan, que apresentou a demissão de funções e a da ministra da Educação, Anne Milton, ambos invocando incompatibilidade com Boris Johnson.

Amanhã à tarde, Theresa May será recebida pela Rainha Isabel II a quem irá entregar oficialmente o pedido de demissão para dar lugar ao sucessor e logo o lugar será assumido pelo novo líder dos Conservadores, após uma audiência no Palácio de Buckingham, onde Sua Majestade lhe fará o convite para formar um novo governo.

A UE é hoje cada vez mais uma “uezinha” onde só mais Cidadania e muito menos apparatchiquismo a pode salvar do que será um Atlantico amero-britânico à Trump e claro que perante o desastre só resta a Federação de Nações aos que querem a UE 

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