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Portugal, Especulação imobiliária em curso

por Antonio Sousa

Se houve um PREC, especialmente entre 11 de março de 1975 e o 25 de novembro do mesmo ano, a   venda de casas em Portugal em explosão e com um aumento de 16,6% em 2018 face ao ano anterior, para um total 178.691 habitações,aponta para um Processo de Especulação imobiliária em curso, já que se vive o registo mais elevado do Instituto Nacional de Estatística (INE) da série disponível que se inicia em 2009.

De notar que 85,2% das transações respeitaram a alojamentos existentes, mais 0,7 pontos percentuais do que no ano anterior e releve-se que em 2018, o preço mediano de alojamentos familiares vendidos em Portugal foi 996 €/m2, um aumento de 6,9% relativamente a 2017, e o preço mediano da habitação superou o valor nacional nas regiões Algarve (1.523 €/m2), Área Metropolitana de Lisboa (1.333 €/m2) e Região Autónoma da Madeira (1.207 €/m2).

Segundo o INE, o número de edifícios licenciados em Portugal no ano passado cresceu 17,6%, face ao ano anterior, tendo sido licenciados mais 30,3% fogos, num total de 28,3 mil, revela hoje o Instituto Nacional de Estatística, INE, no entanto, o aumento foi inferior ao crescimento de 19% registado em 2017, face a 2016.

O INE revela ainda que as obras licenciadas para reabilitação de edifícios cresceram 11,7% em 2018, quando tinham diminuído 0,1% no ano anterior, e que foram concluídos mais 19% de edifícios, num total de 13,5 mil, quando em 2017 tinham aumentado 7,1%, sendo as obras de construção nova que foram as que demoraram mais a ser executadas, 22 meses, e as obras de alteração, 11 meses, as que menos demoraram.

Nas obras de construção nova, a região Norte registou o prazo efetivo mais elevado, com 28 meses, enquanto que a Região Autónoma dos Açores apresentou o prazo mais curto, com 13 meses, já nas obras de alteração foi ainda a região Norte que surgiu com o maior prazo efetivo na conclusão, 14 meses, enquanto na Região Autónoma da Madeira o tempo médio para a conclusão deste tipo de obras foi de apenas dois meses.

Os 15,6 mil fogos concluídos no país representaram um aumento de 36,3%, acima do aumento de 13,1% em 2017, enquanto as obras de reabilitação concluídas cresceram 10,6% em 2018, contra um aumento de 2,6% no ano anterior.

Em 2018 transacionaram-se 178.691 habitações, mais 16,6% do que no ano anterior e o preço mediano de alojamentos familiares vendidos foi 996 €/m2, mais 6,9% do que em 2017.

O valor médio da avaliação bancária de habitação aumentou 5,8% em 2018, fixando-se em 1 192€/m2, e o valor mediano das rendas dos 77.723 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares celebrados em 2018 em Portugal foi de 4,80 €/m2, representando um aumento de 9,3% face ao ano anterior.

Tudo indica portanto que continua a especulação imobiliária a tender cada vez mais para um rebentar da “bolha do imobiliário”, com os habituais e negativos impactos sobre a economia…a não ser que a crise no Brasil traga mais “endinheirados” de lá, agora aterrorizados com os loucos, porque péssimos, resultados do quase ditador Bolsonaro.

Antonio Sousa

Imagem destaque: Lusa

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