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Apoiar os Policias, prevenindo os suicídios

por Joffre Justino

Peixoto Rodrigues, presidente adjunto da Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia, disse hoje que vai pedir à Procuradoria-Geral da República, PGR, para investigar os casos de suicídio registados este ano na PSP, que terão sido até hoje 4. 

à Lusa, e perante a alegada tentativa de suicídio de um comissário da PSP de Braga, hoje registada, Peixoto Rodrigues apontou o dedo ao Estado por contribuir para a instabilidade psicológica dos profissionais de polícia e instou-o a criar “melhores condições de trabalho e de carreira … Vamos pedir à PGR que investigue os suicídios e tentativas de suicídio que este ano aconteceram na polícia. Isto não pode ficar só pela rama. É preciso que o Ministério Público investigue em concreto para perceber o que está em causa e para, se for caso disso, apurar responsabilidades”, referiu este dirigente sindical.

Na verdade, foi hoje encontrado um comissário da PSP de Braga na esquadra em estado grave, depois de alegadamente ter dado um tiro na cabeça, com a arma de serviço tendo sido transportado para o hospital, com o prognóstico, diz Peixoto Rodrigues, “muito complicado”.

“Este ano, e além do caso de hoje, já se suicidaram três polícias. É preciso perceber o que se está a passar e é isso que vamos pedir à PGR”, frisou o dirigente sindical, pois,  “há muitos polícias que estão ao serviço com problemas complicados” do foro psicológico e psiquiátrico e criticou a falta de acompanhamento médico especializado.

“Os gabinetes de psicologia não funcionam”, indicou, defendendo que o Estado “tem obrigação de criar melhores condições” aos profissionais da segurança pública e de “respeitar” os contratos que com eles celebrou, nomeadamente quanto  à aposentação.

“O Estado só tem dificultado a vida aos polícias. Os sucessivos governos têm alterado sistematicamente as regras do jogo, sempre penalizando mais e mais as suas condições laborais. Este comissário que hoje tentou pôr termo à vida já devia estar na pré-reforma, mais vai-se protelando ao máximo a saída. O contrato que ele fez com a PSP não foi este”, acusou Peixoto Rodrigues.

Na verdade gerir uma difícil prestação de defesa da segurança das Pessoas não é fácil e a falta de apoio e de incentivo à profissão a par de não poucos apelos a autoritarismos ou laxismos desnecessários só tornam complexa a vida destes profissionais com baixas remunerações diga-se, face ao risco que envolve a sua vida profissional.

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