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Queluz, uma Festa Africana e desacatos na estação da CP, Queluz-Belas

por Joffre Justino

Foi já no sábado e retomamos o assunto porque, e com alguma razão, a Organização Sindical da Polícia (OSP/PSP), relevou a recorrência destas “guerras” de bairro e a falta de condições em que laboram os agentes da PSP, dando como exemplo o facto da “Equipa de Intervenção Rápida que deveria estar em Sintra, estava a trabalhar num evento privado” – o festival NOS ALIVE, o que abona pouco para o Festival e para a gestão de RH na PSP, pois estas “estão constantemente a ser enviadas de forma gratuita para eventos de natureza privada…”, o que, a confirmar-se, roça o escandaloso.

Constatamos pela notícia publicada no i que foram 4 agentes, os forçados a confrontarem-se com cerca de 100 pessoas, saídas em conflito de uma festa africana ( que como sabemos e apesar do racismo agrega negros, mulatos e brancos, indus e muçulmanos e até imagine-se ciganos!) 

A cautela com que o tema é tratado mostra bem como caiu fundo ( em parte negativamente) a critica cerrada ao texto de uma Fatima( de raiz islâmica, não cristã?…) Bonifácio ( de raiz francófona?) que felizmente muitos das Esquerdas e das Direitas alguns fizeram sair, nos media, nas redes sociais, nos cafés etc.

Não terão sido poucos, ja que o conflito nasceu em “Festa Africana”, os envolvidos nos desacatos de raiz negro “africana”, ( ou branco ou mulato “africana”), pois boa parte deles serão filhos de segunda geração de africanos e que raro terão saído do seu getho  em Queluz e que de África pouco conhecem ao ponto de acharem que Bob Marley é africano por ser mulato com sangue afro negro

Na verdade, o empurrar os pobres para as periferias de Lisboa, que tem sido o sucedido por causa devuma especulação imobiliária já antiga, que empurra os pobres para fora de Lisboa, gerou ,  nas periferias,  a existência de bairros pobres, onde os pobres, isto é, negros, mulatos escuros, e ciganos, em especial, assentam arraiais, em piores ou melhores condições.

É este estar marginalizado, que gera tensões, conflitos e às vezes guerras etno culturais, porque desde o 25 de abril até hoje, houve um único primeiro ministro mulato de indiano, uma única ministra afro mulata ( negra mas mulata), e um governante de origem cigana, assim como uns 4 deputados, mulatos todos claros ( dois no CDS, e dois no PS), não se vendo quase negros, mulatos, indianos, asiáticos em geral, nos municípios, nas Juntas de Freguesia, ou nas empresas, nos sindicatos, na economia solidaria, em 45 anos de Democracia e 44 de eleições democráticas, mostrando a discriminação que existe com estes 15% de portugueses e pelo menos 30% de residentes  

Temos pois nesta noticia dois casos – o primeiro é a forma como até na Segurança o Estado privilegia as classes alta e média que maioritariamente frequentam os “NOS” vários sob segurança roubada aos espaços dos pobres ( e gratuitamente?) e o segundo é a marginalização o estado de pobreza das minorias em Portugal 

Joffre Justino

Imagem destaque: Lusa

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