Home Ciência e Tecnologias A ganância acima da pátria! Uma pedra lunar roubada!

A ganância acima da pátria! Uma pedra lunar roubada!

por Joffre Justino

Tem gente assim, em Portugal e mundo fora,  que rouba até uma rocha lunar oferecida ao seu pais, da mesma forma que, compra por 90 milhões de euros um quadro, mas não oferece 1% desse valor a uma comunidade que necessite para não morrer à fome, ou de doença, de um valor assim nesses 1% ! 

Portugal teve uma pedra lunar , mas ficou sem a sua rocha lunar, das que em 1969 e 1972 foram recolhidos e trazidos para a Terra, cerca de 400 quilos de rocha lunar, e 22  quilos de fragmentos extraídos pelos primeiros astronautas na Lua, há 50 anos.

Em 1973, num gesto de amizade para com o mundo, o Presidente dos Estados Unidos Richard Nixon ofereceu a cada país um pequeno pedaço de rocha da Lua, e Portugal foi um dos contemplados com esta prenda simbólica, mas por pouco tempo.

“Roubaram a pedra lunar do Planetário”, eis um dos títulos de uma das notícias no caso da edição de 11 de julho de 1985, do ja finado jornal Diário de Lisboa, a citar a agência Notícias de Portugal, a antecessora da Lusa.

O fragmento de rocha lunar, desde 1976 em exposição no Planetário Calouste Gulbenkian, da Marinha, em Lisboa, tinha sido furtado, por um desses sem pátria sem sentido comunitário gananciosos que guarda para si às escondidas de uma escura saleta,  o que nem é seu.

“Era o único exemplar que existia em Portugal”, lê-se na notícia e esta exposição  inaugurada em outubro desse ano pelo astronauta das missões Apollo 8 e 13 James Lovell Jr, que não esteve na Lua terminou assim mal para todos bem para um ganancioso dos que como diz o ditado rouba até a mae!

Este pedaço de Lua dado a Portugal foi um dis retirados em dezembro de 1972 pelos astronautas da missão Apollo 17, a última, até hoje, a colocar humanos na superfície do satélite natural da Terra.

E assim “Houve, de facto, uma pedra da Lua no Planetário que foi furtada em data anterior a 1988, não temos a data precisa”, respondeu à Lusa o serviço de informação da Marinha, alegando que as pessoas que podiam contar o que se passou “já não estão vivas”.

Graças às amostras enviadas para a Terra, os cientistas puderam estudá-las e determinar, por exemplo, a idade de Marte e Mercúrio e determinar que Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, se terá formado próximo do Sol, afastando-se depois.

Conseguiram também compreender que a Lua nasceu praticamente ao mesmo tempo que a Terra, há 4,4 mil milhões de anos, em resultado de um impacto, e que a sua estrutura interna é constituída igualmente por uma crosta, um manto e um núcleo.

Em março, a agência espacial norte-americana NASA, que levou o Homem à Lua, selecionou equipas para “prosseguirem o legado científico” das missões Apollo e estudarem amostras de rocha que “foram guardadas cuidadosamente” e estiveram “intocáveis durante quase 50 anos”.

Joffre Justino

Imagem destaque : lusa

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