Home Nacional Saúde- as Ordens são para levar ao conflito?

Saúde- as Ordens são para levar ao conflito?

por Joffre Justino

Não se contesta a necessidade que a Ordem dos Nutricionistas tem, de se fazer um levantamento da criação de serviços de nutrição em todas as instituições de saúde, decisão definida há um ano pelo Governo, pois diz a Ordem que o rácio destes profissionais no SNS continua a ser muito curto.

Seria bem mais útil o a Ordem em causa fazer uma campanha sobre a Nutrição em Portugal e o papel do nutricionista do que estas declarações à Lusa, aproveitando a publicação, há um ano, de um diploma que definia a criação de serviços de nutrição em todas as instituições de saúde, pois parecem mais umas de mais uma das muitas “ordens” da saude! 

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, ( vinda claro da univ. Catolica) diz que a Ordem quer fazer um levantamento, em conjunto com os profissionais que estão à frente destes serviços, para avaliar e, eventualmente, melhorar, “Não temos dúvidas de que a criação de um serviço de nutrição em cada instituição do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma mais valia para a saúde da população. Há ganhos em saúde efetivos com a otimização da alimentação e da nutrição para os utentes”, afirma Alexandra Bento, frisando que a Ordem quer, no entanto, “ir mais além”.

“Queremos ver o que temos no terreno, quais são as práticas e também desencadear processos de melhoria continua”, pois o modelo criado “permite rentabilizar e otimizar recursos, centralizando todos os nutricionistas (…), uniformizando procedimentos e boas práticas”, defende Alexandra Bento, lembrando que “os ganhos em saúde estão nos serviços que funcionam com eficácia”.

“Só com mais nutricionistas no SNS se aumenta a eficácia”, sublinha a bastonária, para quem o rácio destes profissionais continua a ser muito curto, “Este rácio complica a saúde de quem precisa dos serviços de um nutricionista” diz Alexandra Bento, recordando que, para a Ordem, o rácio ótimo seria de um profissional para cada 20.000 utentes, o que implicaria ter cerca de 500 nutricionistas nos cuidados de saúde primários, quando atualmente há pouco mais de 100.


Nardia M.

Imagem destaque: Lusa

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