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O Reino do Kongo, Angola, Mbanza Kongo e Portugal

por Joffre Justino

Uma exposição documental intitulada “Rei do Kongo Património e Memória” foi inaugurada hoje 6 de julho na cidade de Mbanza Kongo, pela ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus.

Ests iniciativa insere-se no conjunto das actividades comemorativas do aniversário da elevação da cidade como Património Mundial da Humanidade e do Festival Internacional de Cultura Kongo, Festikongo.

Segundo  o “Jornal de Angola”, a exposição foi montada pelo Arquivo Nacional de Angola, ANA, e o Instituto Nacional do Património Cultural, INPC, e pretende chamar a atenção dos estudantes, docentes e demais investigadores da área de história e das ciências sociais, em particular, e do público em geral, sobre a organização social, política, económica e cultural do antigo Reino do Kongo, uma das raizes da atual Angola.

A mostra inclui fontes primárias, secundárias, bibliográficas, cartográficas e fotográficas sobre o acervo histórico que são preservadas nessas instituições afectas ao Ministério da Cultura, com o fim de promover e valorizar o sítio histórico de Mbanza Kongo e exibe ainda documentos que abordam temáticas diversas, como a origem do reino do Kongo, bem como a organização política, económica e social. 

As correspondências trocadas entre os soberanos do Kongo e os Estados europeus mais importantes daquela época, como Portugal, Espanha e Vaticano, incluindo a instalação e expansão do cristianismo no reino do Kongo e regiões circunvizinhas, bem como o primeiro embaixador africano no Vaticano, constam, igualmente, do leque de documentos patentes na exposição.

Presentes também obras da historiografia colonial e do Reino do Kongo, que constituem fontes e bibliografia fundamentais, para estudo, e para impulsionar uma maior pesquisa de temas que podem ser relevantes para o enriquecimento da História de Angola, e da História do reino do Kongo, em particular.

A directora-geral do Arquivo Nacional de Angola, Alexandre Aparício, recordou que a exposição é a segunda que se realiza no quadro das celebrações do segundo aniversário da elevação de Mbanza Kongo como Património Mundial e recordamos que a primeira aconteceu nas instalações do Arquivo Nacional, em Luanda, “Esta exposição de Mbanza Kongo tem uma particularidade de ter várias tipologias documentais, entre documentos escritos, iconográficos, como mapas, pinturas, postais e bibliografia”, realçando que resultam de um projecto de recuperação de documentos no exterior do país sendo que o seu pelouro vai ainda trabalhar no levantamento do acervo inerente à História do Reino do Kongo, para que sejam guardadas as cópias de todo o material.

Neste tempo onde se exige a misceginação crescente a interculturalidade o retomar a Historia do Reino do Kongo é central para Angola e para a compreensão do processo de expansão portuguesa pela oportunidade perdida que a relação não consumada entre os dois reinos foi para os dois.

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