Home Arquitetura Uma reformista no PSD, a jovem Filipa Roseta

Uma reformista no PSD, a jovem Filipa Roseta

por Joffre Justino

Fazer uma aposta reformista com a filha da arquiteta Helena Roseta (que já foi PSD) é neste partido o desafio que se calhar justifica a decisão do patriarcado de não apelar ao voto no PSD, é razão diga-se, para cumprimentar Rui Rio ( e a jovem claro) .

A jovem Filipa vereadora na câmara de Cascais disse à TSF estar surpreendida, mas honrada, ao que parece por suceder a Passos Coelho, ( o anti reformista por excelência) mas porque ele como sublinha, que “disse não a Ricardo Salgado”…enfim… o onde fica-se sem o saber… 

“Não estava mesmo com isto no horizonte, mas é uma coisa que não se pode recusar mesmo sendo difícil, mas tem de se aproveitar para falar das grandes coisas que este país precisa e que o Governo não está a fazer”, afirma à TSF.

Filha como dissemos da histórica deputada Helena Roseta, que como Filipa faz questão de recordar incluiu, quando fez parte da Assembleia Constituinte, com 26 anos, o “direito à habitação” na Constituição da República Portuguesa, a habitação será uma das prioridades da futura nova deputada o que se da habitação social e solidaria se estiver a falar a porá bem rapidamente em conflito com parte importante do seu partido ( o passospórtismo…do PSD).

A Filipa Roseta tendo um “caminho diferente” do de Helena Roseta, desejamos a melhor sorte e claro a capacidade negocial que terá de ter junto dos lobbies da habitação. 

Alem da habitação centrar-se-á no combate à corrupção, e na defesa de uma educação dos 0 aos 100 anos,  outra razão para a cumprimentarmos, mesmo duvidando que consiga alcançar esses seus objetivos.

E como acreditamos nas, poucas mas existentes, potencialidades da Democracia nada como dar oportunidade à corrida da vida aos jovens que surgem, porque as mentalidades mudam mesmo lentamente, mas mudam e mudam precisamente de forma geracional. 

Ora, a visão de um planeta em degradação sistemática pode ser o que seja o necessário para que surja uma geração, mesmo à Direita,  que auxilie à inserção de todos, à distribuição da riqueza, e a equilíbrios  que permitam a que as relações sociais não sejam um empecilho à evolução tecnológica!

Nestes tempos de incerteza absoluta não devemos correr o risco de fechar portas, bem pelo contrário e esperamos que António Costa não faça da andorinha a primavera mas que também não feche os olhos à andorinha.

Joffre Justino 

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