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Cimeira dos países do sul da Europa

por Joffre Justino

Antonio Costa enquanto primeiro-ministro estará na sexta-feira, em La Valletta, Malta, na VI Cimeira dos Países do Sul da União Europeia que tem como objetivo procurar chegar a uma posição comum sobre a agenda estratégica 2019/2024.

Em La Valletta, além de António Costa, estarão presentes os chefes de Estado e de Governo da França, Emmanuel Macron, um derrotado, Espanha, Pedro Sánchez, um vencedor, Itália, Giuseppe Conte, um vencedor, Grécia, Alexis Tsipras, um derrotado, Malta, Joseph Muscat, e Chipre Nicos Anastasiades.

“Esta cimeira constituirá uma boa oportunidade para concertar posições com os países do sul sobre prioridades para a próxima agenda estratégica 2019-2024, agenda que será adotada no Conselho Europeu, na próxima semana, em Bruxelas”, disse à  Lusa fonte oficial do executivo português.

Na cimeira informal de Sibiu, na Roménia, os chefes de Estado e de Governo debateram o projeto para a Agenda Estratégica que tem por base quatro eixos: proteção dos cidadãos e liberdades; desenvolvimento da base económica; ambiente, verde, justo e inclusivo; e promoção dos interesses e valores da Europa no mundo.

Quanto ao Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, instrumento estratégico “decisivo” para Portugal, o executivo nacional defende a existência de alterações em relação à atual proposta em áreas como a política coesão e a Política Agrícola Comum PAC.

“Portugal continua empenhado em conseguir um acordo dentro do prazo estabelecido pelo Conselho Europeu para garantir um arranque atempado do próximo Quadro. Consideramos que a qualidade do futuro Quadro Financeiro Plurianual é primordial e que este deve refletir claramente a ambição desejada para a União Europeia e um equilíbrio justo entre os diferentes interesses”, salientou a mesma fonte do Governo português.

Nestas negociações, a diplomacia nacional defende que ha que encontrar respostas adequadas para os vários desafios da União Europeia, nomeadamente para as migrações e a defesa “Mas não podemos aceitar que políticas como a PAC e a coesão, que tiveram um papel crucial na superação da crise económica, financeira e social em Portugal, se tornem as variáveis de ajustamento desta negociação”, justificou a referida fonte .

Em Malta, os chefes de Estado e de Governo dos Países do Sul da União Europeia vão ainda analisar a situação na Líbia e, uma vez mais, a questão de uma solução global para as migrações.

JJ

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