Home Opinião E entre “banqueiros” fala-se grosso?

E entre “banqueiros” fala-se grosso?

por Joffre Justino

Segundo o ex-administrador do BCP Filipe Pinhal parece que sim e disse-o ontem sem meias palavras que “de 2008 a 2012 o presidente do BCP” foi o empresário José Berardo, que tinha “poder de fogo extraordinário” no banco.

“De 2008 a 2012 o presidente do BCP foi o senhor Berardo”, disse hoje Filipe Pinhal na audição na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da Caixa Geral de Depósitos, CGD, uma afirmação para  “surpreender” os deputados.

Para Filipe Pinhal  “o senhor Berardo foi presidente da comissão de remunerações”, e que da mesma comissão “fazia parte, como vogal, o senhor Luís Champalimaud” e explicando que  Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP no período mencionado, “tinha sido empregado de Luís Champalimaud na Mundial Confiança” e por isso “estava num plano subordinado”, pelo que “Não tenho dúvidas que o senhor Berardo falava grosso a Luís Champalimaud na comissão de remunerações”, escandalizou Filipe Pinhal, dizendo que Champalimaud “calava e dizia a Santos Ferreira” o que é que Berardo desejava mostrando como funciona na realidade a banca privada lusa – um puro jogo de pequenos poderes e não um negócio financeiro com tendência a global 

“Qual dois é que se atrevia a enfrentar o senhor Berardo? Como é que Santos Ferreira metralhava Berardo sabendo que foi este que o pôs no BCP?”, questionou Filipe Pinhal, acrescentando que a CGD também não questionava o empresário por saber que Berardo iria aparecer na comunicação social e aqui vem mais uma vez o uso a que se deixa os media 

Como se pode falar assim desmontando o rigor que se espera melhor deseja num banco que gere os nossos meios monetarios!? 

Mas pode e podendo que imagem nos deixa o “capitalismo” portugues deste seculo XXI de uma economia cada vez mais global !?

Para Filipe Pinhal, José Berardo “tinha um poder de fogo extraordinário, metralhava sobre quem quisesse” como se isto da banca fosse pura coboiada 

Na sua audição de hoje, Filipe Pinhal disse que pediu a José Berardo para “deixar o BCP em paz” em 2007, desmentindo afirmações do empresário madeirense sobre o papel de Pinhal nas operações para compra de ações do banco “Gostava de desmentir o senhor José Berardo”, disse Filipe Pinhal na sua audição na segunda comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), acrescentando que seria “pouco provável” que “estivesse a ajudar” o empresário a alcançar mais votos para o destituir.

Enfim uma verdadeira “guerra de vampiros” aqueles conselhos de administração das lusas bancas !  

Foto de destaque: LUSA

Joffre Justino

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