Home América Latina Uma moeda a dois países da direita em crise profunda Brasil e Argentina

Uma moeda a dois países da direita em crise profunda Brasil e Argentina

por Antonio Sousa

Segundo o Brasil de Fato, nove dos dez municípios que mais exportam para a Argentina estão a viver um momento de quedas consecutivas na sua atividade. 

Assim em alguns casos, as exportações caíram quase pela metade por causa da crise econômica no país vizinho pelo que entre  janeiro e maio deste ano, as exportações do município de Goiana, por exemplo, diminuíram 47%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Só as vendas para o país vizinho caíram 62%.

A cidade está na lista dos dez municípios que mais venderam para Argentina em 2018, somando US$ 511 milhões em remessas. E cerca de 70% do que Goiana exportou no ano passado teve como destino a nação chefiada por Mauricio Macri, que é o terceiro na lista de parceiros comerciais Brasil.

Os produtos manufaturados, alavanca as exportações para a Argentina, ao contrário das vendas para a China e os Estados Unidos, maiores compradores do Brasil, para quem o país exporta principalmente commodities agrícolas.

Numa maior dependência, a cidade de Porto Real destinou quase 92% de toda sua remessa ao exterior à Argentina em 2018 mas entre janeiro e maio de 2019 as exportações para o país diminuíram de US$ 226,8 milhões, para US$ 90 milhões nos cinco primeiros meses deste ano — ou seja, uma queda de 60% um impacto de uma redução de 40% nas exportações totais da cidade fluminense.

Mas na quinta-feira, 6 o presidente Jair Bolsonaro fez sua primeira viagem a Buenos Aires onde defendeu a reeleição de Macri nas eleições de outubro e defendeu uma fuga em frente a criação de uma moeda entre os países, que seria chamada de “peso-real”.

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