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Os ambientalistas do GEOTA e a EDP

por Nardia M

Os ambientalista GEOTA põem hoje em causa o valor pago pela EDP ao Estado, alegando ter encontrado “informações contraditórias preocupantes” ao estudar o processo de atribuição da barragem de Fridão.

“O relatório das parcerias público-privadas (PPP) de 2009, documento auditado pelo Tribunal de Contas, indica um pagamento de apenas 70 milhões por Fridão e Alvito”, lê-se num comunicado enviado à Lusa, no qual se recorda que a empresa “pede devolução de 218 milhões pelo cancelamento”.

A EDP perante a questão levantada  pelo GEOTA, esclareceu à Lusa, que pagou ao Estado 231,7 milhões de euros pela exploração dos aproveitamentos hidroelétricos de Alvito e Fridão.

Ana Brazão, do GEOTA, citada no comunicado, explica que “no relatório estão detalhados os valores totais pagos pelas empresas que venceram os concursos públicos para implementação das barragens.

“Se tivermos em conta que a EDP desistiu de reaver 13 milhões de euros pelo cancelamento de Alvito, acordado no Memorando de Entendimento entre a EDP e o Estado, significa que apenas 56 milhões de euros teriam sido pagos por Fridão”, assinala a dirigente ambientalista.

Assim segundo o GEOTA, nao se entendem as explicações para que, “em documentos posteriores, bem como nas declarações públicas da EDP, a elétrica exija a devolução de 218 milhões, pelo cancelamento da barragem de Fridão .

Todo o Programa Nacional de Barragens está envolto em falta de transparência e tomadas de posição inexplicáveis, aparentemente lesivas do interesse público e do ambiente” dando continuidade às asneiras deste ministro do Ambiente algo lamentável.

Assim o GEOTA irá fazer chegar ao Ministério Público “a documentação estudada sobre os valores contraditórios de Fridão”.

Foto de destaque: PAULO NOVAIS/LUSA

Nardia M.

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