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Uma boa noticia para além da Banca

por Antonio Sousa

No sábado 25, em Lisboa, o ministro das Finanças de Cabo Verde admitiu que poderá iniciar-se o debate sobre a proposta para criar um banco de desenvolvimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) entre os  Estados-membros da organização, em julho.

À Lusa, durante o 1.º Fórum de Economistas das Cidades de Língua Portuguesa, que decorreu ontem em Lisboa, Olavo Correia como representante da presidência rotativa da CPLP, que neste momento é de Cabo Verde, disse: “Queremos levar a ideia [da criação do Banco] para a reunião [de ministros dos Negócios Estrangeiros, a decorrer em julho]. Não para decisão, mas para ser discutida… Nós queremos desenvolver essa proposta, em parceria com os demais países. A liderança de Cabo Verde vai colocar isto sobre a mesa (…), brevemente”, ressalvando que cabe ao Presidente da República do seu país avançar com essa proposta.

Uma coisa garante: “Nós queremos fazer todo o esforço ao nível da CPLP, para que possamos colocar essa ideia sobre a mesa e chegar a um entendimento”, sobre a configuração do instrumento financeiro tema que reputamos muito importante dadas as necessidades financeiras essenciais para gerar um desenvolvimento sustentavel entre os de Lingua portuguesa 

Assim haverá que criar “uma espécie de Banco de Desenvolvimento, que inclui atividade de financiamento, atividade seguradora e de capital de risco, para apoiar projetos bons, que precisam de financiamento, sejam de pequeno, médio ou grande porte” e realçamos este recordar os projetos de pequeno e médio porte 

“O acesso ao financiamento nos nossos países é bem difícil, o custo é elevadíssimo, portanto se não tivermos instrumentos para quebrarmos esse enguiço”, os projetos que podem ser “muito importantes” para os vários países não avançarão, considerou.

Aliás num dos últimos painéis do 1.º Fórum de Economistas das Cidades de Língua Portuguesa, Olavo Correia já tinha defendido a urgência da criação deste banco, um projeto também abordado por Vítor Ramalho, secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, UCCLA, que organizou o Fórum em parceria com a Ordem dos Economistas da Região Centro e Alentejo.

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