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A minha Irmã Helena Justino

por Joffre Justino

Lembro lembro me sempre quando penso  na minha irmã da decisão que ela tomou, de partir gravida para Angola por amor, em tempo duro de vida, em Angola e para ela.

Nada facil essa decisão ao como muitas que tomou como a de ir para Belas Artes Pintura com 15/16 anitos deixando a familia na sua tambem Angola.

Foi em casa da minha irmã que li a obra completa do Jorge Amado e a Poesia de Castro Alves nos idos 69 em cima das Eleições fascistas com Marcelo Caetano e antes de entrar a fundo no movimento estudantil e em busca de uma ligação entso com um MPLA decisão que ela apoiou em frsterno carinho.

A Lenita viveu os meus desaires as minhas lutas as minhas alegrias sempre sossegadamente presente e sempre a expressar-se pela pintura e vivi com ela e o meu cunhado os angolanos debates que quase nos dividiram.

Mas nao conseguiram!

Teimosamente sonhou pragmaticamente viveu   como nunca vi em ninguém indo alem de mim tanta vez pelo seu pragmatismo como quando a vi a cuidar nas CERCI de crianças e jovens deficientes em indomavel coragem e perdendo n kilos.

Não falarei das suas cores no que pintava nas suas formas na sua até ironia na sua guerreira  vida refletida no que pintou direi só que adorei tê-la como irmã e que nos reencontraremos sabe-se la onde.

Mas as suas cores nasceram dos africanos anos em Moçambique e em Angola vividos “no mato” nas pequenas terriolas nas sanzalas em tendas de campanha na escolaridade feita em casa com o pai e a mãe sem escola para ir até à 4.a classe ( era assim o colonialismo salazarento que deixou por ca 60 km de autoestrada).

As suas cores nasceram dos por do sol na Kibala no Alto Hama  em Angola fora ou em Nampula onde nasci etc as suas cores e a necessidade de espaço e de sonho para construir nesse espaço entre mato e onças e leões que o salazarento nem queria ouvir falar enquanto à capitalismo de estado impedia a plantação e produção de uva e vinho Africa fora e dividia as Pessoas entre civilizadas e outras ate ja nos anos 50 do século XX parando para pensar atrasado  com o susto do Santa Maria e o do 4 de janeiro na Baixa do Kassange ou do 4 de fevereiro em Luanda e claro do 15 de março norte de Angola fora.

Por vezes entristecidas cores outras vezes fortes cores e no fim dos seus dias em desenhos pretos e brancos uns de ironia feitos  outros com amor.

Foi minha irmã, é minha irmã, será minha irmã. 

Joffre Justino

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