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O bom senso de Ramos Horta

por Joffre Justino

O ex-Presidente timorense José Ramos-Horta que conviveu. boa parte da sua vida com fake news/noticias falsas defendeu e em prova de grande bom senso que os líderes políticos devem atuar com prudência e equilíbrio para garantir medidas contra a difamação e insultos nas redes sociais e media tradicionais sem pôr em risco a liberdade de expressão.

Lapidarmente disse “ É preciso reflexão e verdadeira prudência para que o combate à calúnia, à difamação gratuita, não seja também desculpa e instrumento para depois coartar a liberdade de imprensa e de expressão”, afirmou o ex-chefe de Estado em declarações à Lusa o que tem o nosso acordo.

Recorde-se que uma troca de insultos, visando especialmente o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, de um lado, e o ex-Presidente e líder do maior partido da coligação do Governo, o CNRT, Xanana Gusmão, reacenderam o debate sobre os insultos nas redes sociais em Timor-Leste.

“Creio que é preciso não encolher os ombros face ao impacto nefasto das redes sociais na sociedade”, afirmou Ramos-Horta. “São indivíduos que usam as redes sociais, mas o debate aqui também decorre porque há grupos que usam o online, partidos políticos que usam as redes sociais para difamar o chefe de Estado, insultos de toda a ordem”, disse.

Um dos casos mais recentes ocorreu com insultos publicados na página pessoal de Sabino Guntur, deputado do Partido Libertação Popular (PLP) – um dos três da coligação do Governo – com insultos ao chefe de Estado.

O ‘post’ motivou uma carta de Lu-Olo ao presidente do Parlamento a expressar preocupação com o assunto.

Para Ramos-Horta, este debate em Timor-Leste não ocorre isolado de outros, “que têm ocorrido um pouco por todo o mundo, por causa do uso abusivo das redes sociais em difamação, em calúnias, em instigação à violência, discriminação racial xenofobismo”.

Afirmando que em “Timor-Leste o debate é suscitado sobretudo por causa das redes sociais”, mas que ocorre também nos media tradicionais, Ramos-Horta disse que os políticos têm “responsabilidade especial” por terem obrigação de “promover a tolerância, a convivência e o respeito” na sociedade.

“Relativamente aos próprios políticos deve haver alguma lei, algum instrumento legal que exija responsabilidade e tenha consequências. Os deputados não podem escudar-se na imunidade para fazer tudo”, disse este leader timorense

Foto de destaque: Visualhunt

JJ

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