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A LUA E A SAÚDE? A ASTROLOGIA E A SAÚDE ? LÚPUS? HEREDITARIEDADE?

por Rafaela Sá

Quando o sistema imunitário, que normalmente protege o organismo, se vira contra si próprio e o ataca.

Cerca de 10 mil portugueses sofrem de lúpus, uma doença auto-imune que afeta sobretudo as mulheres.

“O problema é real, frequente e afeta dez vezes mais mulheres do que homens”, refere a Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

Com um impacto significativo na qualidade de vida, a doença surge geralmente no início da idade adulta, é crónica e tem manifestações diversas, podendo afetar vários órgãos e sistemas. Além das manchas, que normalmente começam na face e apresentam a forma de borboleta (imagem adotada para representar a doença, embora apenas 1/3 das pessoas com lúpus desenvolvam a clássica erupção com essa forma sobre a cana do nariz e bochechas) o lúpus manifesta-se também por dores nas articulações ou doenças renais. É também comum o aparecimento de febre, fadiga, dores musculares e úlceras nasais e orais.

A causa do lúpus ainda não é conhecida, mas apontam-se fatores como a genética, hormonas ou o próprio ambiente. Também não há cura conhecida, embora vários tratamentos permitam evitar a sua evolução para casos mais graves ou mesmo fatais. Sabe-se contudo que o stress, o tabagismo e a exposição ao sol, em excesso, são fatores prejudiciais à doença.

O que a astrologia tem haver com isso?

A ASTROLOGIA E A SAÚDE ?

SAÚDE:

estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu meio ambiente, mantidas sas suas características estruturais e funcionais dentro dos limites normais para a forma particular de vida (raça, grupo humano etc.) e para a fase  particular do seu ciclo vital.

DOENÇA:

é a alteração biológica do estado de saúde de um ser, manifestada por um conjunto de sintomas percetíveis ou não. Dá-se também a essa alteração o nome de enfermidade, mal, moléstia.

Quando estamos sadios, os órgãos que compõem o n organismo funcionam bem, trocam mensagens entre si adequadamente. Há aquilo que chamamos de higidez. “Esquecemos” que o corpo existe, tudo funciona corretamente.

Quando um órgão encarregado de executar uma função no corpo não está bem, ele sobrecarrega outro, diminuindo assim a taxa de eficiência do sistema, do organismo.

ENTROPIA

é o nome que damos à medida de variação ou desordem num sistema. Sob o ponto de vista biológico, entropia é a doença, o que confirma a constatação de que se o nosso fim não decorre de um acidente, sempre morreremos aos poucos e aos pedaços…

o corpo humano começa a  definhar aos poucos, órgãos são muitas vezes extirpados e os que ficam vão deixando de trocar mensagens entre si, de cooperar uns com os outros.

O nosso  final, nenhuma mensagem…

A morte é silêncio…

A ciência que estuda as doenças chama-se patologia.

Ela considera as causas (etiologia), o mecanismo (patogenia), os seus sinais (semiologia) e os meios de combate-las (terapêutica).

Determinar a natureza da doença é o diagnóstico; tirar conclusões sobre a sua evolução é o prognóstico. Tentar suprimir a causa é a profilaxia.

Quanto ao aparelho corporal, o sistema orgânico e os órgãos comprometidos, as doenças podem ser divididas em cardiovasculares, respiratórias, digestivas, geniturinárias, endócrinas, ginecológicas, obstétricas, ósseas, articulares, neurológicas, psiquiátricas, otorrinolaringológicas, oftalmológicas, pediátricas etc.

Em muitas tradições da antiguidade, a egípcia, a hindu, a chinesa, a grega e outras, sempre procurou considerar, ao contrário do que vigora hoje generalizadamente no mundo, o homem de um modo integral, levando em consideração a sua luz e a sua sombra,  o seu lado racional e o seu lado irracional.

Desde fins do séc. XVIII, a ciência, porque soube fazer muito dinheiro, passou a reinar soberana, evocando a si o (in)discutível direito de explicar e orientar o homem.

Por isso, as suas preocupações acabaram por restringir praticamente só ao lado racional do homem. 

Ora, o homem é uma unidade que tem dois lados, é consciente e inconsciente, luz e sombra, é corpo e alma, e também espírito/alma, se quisermos.

O que acontece num lado afeta o outro.

Sob o ponto de vista astrológico, tudo o que se manifesta como doença no ser humano tem uma tradução psicológica, social, moral, política, semiológica e muito mais.

Não pretendo aqui, é óbvio, porque soube transformar informações em conhecimento e com muito treino nas virtudes não só uranianas, mas, sobretudo, saturninas, substituir um profissional da área médica, longe disso…

O que defendo é que a Astrologia pode sem dúvida trazer contribuições valiosas para ajudar o homem a cuidar no geral bem melhor da sua vida e em particular da sua saúde.

Para Hipócrates, o ponto de partida das suas doutrinas médicas estavam numa observação fundamental, hoje muito esquecida:

A DOENÇA NASCE DE UM DESEQUILÍBRIO HOMEM-MUNDO.

Por isso, a sua medicina era a um só tempo biológica, psicológica, geográfica, histórica, sociológica e astronômico/astrológica.

Planetas e doenças?

Quando pensamos em doenças que podem nos vitimar, três planetas devem ser considerados antes dos demais:

Marte, Saturno e Neptuno.

O primeiro tem relação com a inflamação, a infeção, o ferimento, o acidente, a agressão, a utilização da nossa energia, as dores em geral e os problemas do nosso sistema muscular.

 O segundo tem a ver com tudo o que é hipo (o contrário de Júpiter), limitante, subdesenvolvido (hipertrofia), obstrutor.

O terceiro diz respeito a todas as ilusões que nos vitimam física ou psiquicamente.

 Em aspeto com qualquer planeta, aspeto dissonante sobretudo, de modo especial com os pessoais, Neptuno falseia a realidade, induz a erros, dificulta os diagnósticos.

Planetas como significadores:

Sol – governa o coração, a coluna vertebral e os olhos. Tem a ver com as artérias, as espáduas, o baço, a distribuição do calor. É quente e seco, com predomínio do primeiro. Todo ataque ao Sol (aspectos dissonantes) pode significar hiperatividade, complexo de Zeus (Sol-Júpiter); ruturas bruscas, espasmos, arritmias (Sol-Úrano); hipotonia, estenose mitral, depressão, obstrução, complexo de Isaac ou de Cronos (Sol-Saturno); necrose (Sol-Plutão), inflamação (Sol-Marte); Sol com Vênus e Netuno, excessos alimentares, vertigens, síndrome de Ménière; falta de oxigenação do miocárdio (Mercúrio); hábitos alimentares afetando o funcionamento do coração, síndrome do pânico (Sol-Lua). O Sol aflito em Carneiro, por exemplo, inclina à violência, à prepotência, às febres, às crises hipertensivas e às hemorragias. Embora a vitalidade esteja favorecida, pode tornar a pessoa impulsiva, dificulta bastante as suas relações sociais (cabeça quente ou perder a cabeça).

Já os aspetos harmônicos do Sol podem proporcionar um potencial de vitalidade (Júpiter), boa resistência orgânica (Saturno), boa capacidade de recuperação, bons efeitos, por exemplo, de um tratamento a laser (Plutão).

O Sol representa a força vital, a disposição para a vida. A sua energia obviamente fluirá melhor nos signos de fogo e de ar (nestes, um pouco menos). Em signos de terra, ligados à materialidade, ficam favorecidas mais a constância e a tenacidade que a vitalidade. É nos signos de água que o Sol encontra a maior dificuldade para brilhar e se afirmar. Por isso, banhos quentes muito frequentes são desaconselhados aos de água, de modo especial caranguejos e peixes de signo ascendente.

O Sol, em qualquer mapa, fala das nossas motivações e propósitos principais. É ele quem deve nos orientar (a partir da casa em que se encontre) no sentido de objetivarmos conscientemente a nossa caminhada existencial.

Os planetas que formam aspetos com ele mostram como isto se realizará, se tornará difícil ou impossível. É claro que isto só será válido para as pessoas que conseguirem para questionamentos em relação à sua vida interior.

Quanto maior esta perceção, mais facilitada a caminhada.

Um Sol, devidamente “trabalhado” desta maneira, permitirá projetar as energias mais adequadamente, de modo especial faze lidar melhor com o cotidiano, que é sempre, afinal, a área de maior importância de nossa vida e dos controles que sobre ela poderemos exercer (casa 6). O Sol é vitalizante, hiperêmico; quanto menos afetado, melhor; maior a vitalidade e a capacidade de recuperação.

Mercúrio – é frio e seco, com predominância do primeiro sobre o segundo. É considerado também como um planeta bissexuado, neutro, conversível, nervoso e estéril. É o significador geral do movimento físico e mental, sendo responsável pelo papel que podemos desempenhar como emissores e recetores de mensagens (trocas com o meio ambiente); é o mais instável dos planetas.

Por isso, sua relação com a Lua é notável, como o perceberam claramente os antigos egípcios e hindus. Os latinos chamavam o metal mercúrio de hydrargyrus (prata líquida). Governa Mercúrio as funções de movimento, a respiração e a circulação, sendo responsável pela ligação das várias partes do corpo humano. Tudo que é duplo no nosso corpo tem a ver com ele.

Mercúrio rege os pulmões, os dedos, as mãos, os braços, as espáduas (Gêmeos);

Em signo de Virgem, rege a purificação mental (função crítica, separadora), os intestinos (função separadora), órgão duplo atua como o encarregado da purificação a qualquer nível. Os movimentos da massa intestinal são dele (intestino delgado).

Mercúrio governa também a atividade nervosa, o tato e os órgãos da fala e da audição.

Com Úrano, tem muito a ver com a eletricidade cerebral. Suas funções fazem dele, enfim, um grande coordenador orgânico. Um Mercúrio muito lesado(mal aspetado num mapa astral), por exemplo, pode provocar infantilismo e danos ao sistema nervoso central.

São de Mercúrio ainda a glândula tireoide (a paratireoide é de Saturno), o cérebro (principalmente o lado direito), o segmento motriz da coluna, as cordas vocais, os órgãos da palavra, a língua, as mãos como instrumentos da inteligência e as vias respiratórias em geral.

Enfermidades associadas são as desordens nervosas ou problemas de saúde por excitação, tensão ou excesso de trabalho; resfriados, bronquites, afeções pulmonares, enxaqueca, perda da memória, excessos salivares, respiração deficiente, eliminação débil, diarreias, neurastenia, inquietação, insônia, distúrbios mentais, sinusite, bócio, palpitações.

Mercúrio é a nossa constituição mental básica, define a habilidade natural para o estabelecimento de contactos com o mundo. O grau de adaptabilidade e de agilidade metal é mostrado por ele. Como regente de Virgo, aparece associado aos poderes de observação, à instrução (a crítica e a retenção com relação ao que o Mercúrio geminiano obtém é dele), com o pensamento empírico.

Um Mercúrio atacado por aspetos dissonantes s afeta em maior ou menor grau as áreas, órgãos ou funções por ele regidas. Um Mercúrio atacado por Saturno pode ocasionar artrose (mãos) ou compressão do nervo (cordão cilíndrico esbranquiçado, formado por fibras motoras e sensitivas, que conduz impulsos de uma parte a outra do corpo) mediano (movimento dos dedos).

Um Mercúrio débil sugere mente medíocre, que não sabe discriminar; pode revelar, neste caso, indecisão, impulsividade, gera conflitos que tendem a afetar a saúde (sistema nervoso). Dificuldades na comunicação, problemas de atenção, raciocínio difícil, falta de concentração e dispersão têm sempre a ver com um Mercúrio malogrado. Um Mercúrio mal aspetado por Plutão pode, por exemplo, fazer pensar em paranoia, ameaças, em sequestros, raptos etc. Já um Mercúrio muito aflito em signo de Peixes aponta para moléstias nervosas e mesmo para alienação mental. Um Mercúrio muito afetado por Úrano, por exemplo, além de outros problemas, pode causar tremores nas mãos, gagueira, dificuldade de concentração.

No ser humano, a inteligência, que Mercúrio representa, é o conjunto de todas as funções que têm por objetivo o conhecimento no seu sentido mais amplo e a troca de informações com o ambiente; compõe-se esse conjunto de sensação, associação, memória, imaginação, entendimento, razão e consciência. Opõe-se normalmente ao instinto e à intuição.

Já com bons aspetos de Mercúrio poderão sugerir adolescência desportiva (Marte), destreza manual (Úrano), sucesso com talassoterapia (Neptuno), memória conservada na velhice, erudição, oxigenação garantida nas montanhas (Saturno), facilidade em línguas (Júpiter) etc.

Como regente de Virgem e dono da casa VI, a casa onde encontramos informações sobre as nossas atitudes em relação a cuidados corporais; Mercúrio tem muito a ver com a escolha de tratamentos e de profissionais que cuidarão da nossa saúde, sempre em vista a inspiração superior que se recebe da casa IX (Júpiter-Kiron).

Quando debilitado e em maus aspetos com Úrano, Neptuno ou a Lua, Mercúrio pode indicar perturbações mentais, males nervosos. Se estiver num signo mudo e sofrer o ataque de Saturno, pode ter o caso de inibições comunicacionais, mutismo etc. Ataques de Júpiter, quando Mercúrio é regente do ascendente, costumam sugerir problemas pulmonares, pleurisias. Se Saturno estiver envolvido, tuberculose, enfisema etc.

Lua – Excessivamente amida e muito fria, a Lua é magnética e fecunda.

Rege o estômago, o tórax, a assimilação, a nutrição, órgãos reprodutores femininos, o sistema límbico (conjunto de estruturas cerebrais situadas na região mediana e profunda do cérebro, que desempenha várias funções, especialmente com relação à memória e às emoções, além de influenciar o comportamento humano), o sistema linfático, o hipotálamo (parte do encéfalo situada na base do cérebro, onde se concentram numerosos centros do sistema nervoso simpático e parassimpático, reguladores do sono, do apetite, da temperatura corporal etc.), os fluidos corporais, as superfícies mucosas e aquosas, o ciclo menstrual, seios e vasos lactíferos, a fertilidade, os tratos alimentar e estomacal (quimo), o útero durante a gravidez, o olho direito na mulher e o esquerdo no homem. São dela o esôfago, o duodeno, o fluxo das secreções, o útero, os ovários, várias membranas, tecido celular, a capa dos nervos, testículos, óleos, soros sanguíneos, processos glandulares, vasos linfáticos, mucosas, o sistema ganglionar e a saliva com a sua química.

Principais enfermidades: desequilíbrio endócrino, inflamação de gânglios, alergias, desordens femininas do sistema reprodutor, hidropisia e excesso de líquido nos tecidos, infeções catarrais, vista esquerda, linfatismo, epilepsia, instabilidade mental, depressão emocional, histeria, hipocondria, apatia, psicoses, lunatismo, obesidade e dispepsia.

A Lua é sempre fecundante, nutritiva, recetiva, anemiante, depressora, apática. Onde estiver (signo), mostra o que precisamos atender para que nos sintamos bem. Em Balança, precisa de paz; em Touro, de segurança; em Carneiro, de ação; em Capricórnio, de envolvimento com coisas sérias e significativas; em Peixes, torna cada vez mais compassivos. Os padrões das reações lunares são mais notáveis na infância, período em que ela afeta mais a saúde, a menos que seja o astro Hyleg ou significadora particular de doenças.

São bastante conhecidas as influências da Lua sobre a vida e a saúde. É por isso que na astrologia dos hindus a Lua é considerada como um segundo ascendente. Há, como sabemos, estatísticas que comprovam haver um pico com relação a nascimentos quando da Lua cheia e um decréscimo quando da Lua nova. Há também registros de casos de hemorragias pós-operatórias, com um significativo aumento delas nos períodos de Lua cheia. Ponderáveis razões recomendam que sejam evitadas intervenções cirúrgicas na fase da Lua cheia e no período em que a Lua se encontrar “fora de curso”, de modo especial se no mapa natal tivera conjunção Lua-Neptuno em signos de água. Também não é recomendada a intervenção quando a Lua estiver presente no signo que tem relação com a parte do corpo ou órgão a ser operado.

A Lua afeta (maus aspetos) bastante o pensamento racional (mentalidade); como “mãe das inferências” (conclusões baseadas em fatos não totalmente comprovados, generalizações infundadas, paranoia etc.), pode tornar muito imaginativos e suspicazes. As tendências hipocondríacas, especialmente se estiver mal relacionada com Neptuno, Mercúrio e Saturno, são comuns. Incluo neste quadro o caso de uma Lua fortemente atacada por um planeta significador de doenças (regente da casa XII).

Relações dissonantes entre Lua e Mercúrio, Lua e Úrano e Lua e Neptuno podem sinalizar a possibilidade de distúrbios mentais. Relações desarmônicas entre Lua e Vênus indicam, às vezes, doenças da bexiga. Lua em signo estéril, atacada por  Saturno, esterilidade. Como luminares, o Sol e a Lua mal aspetados, podem indicar problemas de visão; se nebulosas estiverem envolvidas na relação, maior perigo. Lua e Júpiter em aspeto dissonante com ataque violento de Plutão assinala a possibilidade de proliferação de células (cancro, metásteses).

A Lua pode, em certo sentido, ser considerada como o “ponto fraco” da personalidade, pois, ao atuar no limiar da vida subconsciente, ela se torna muito vulneráveis a caprichos (etimologicamente, esta palavra tem relação com a cabra, animal lunar) emocionais e a pressões da memória. Há sempre uma estreita relação entre uma Lua débil e desequilíbrios emocionais. Na medida em que o Sol fala de algo adiante, a ser construído no tempo, a conquista de uma individualidade, a Lua é regressiva, leva para o passado, para a vida subconsciente.

Vênus – Como regente de Touro, Vênus se relaciona com recursos, valores, lucros, talentos de natureza prática, construção, riqueza, quantificação.

Como regente de Balança, Vênus significa vida afetiva, relacionamentos em geral, recetividade, contratos. É um planeta feminino bastante húmido e moderadamente quente. É um astro fecundo, tem relação com a paz e a harmonia, exalta a sensibilidade e refina as sensações nos bons aspetos e indica promiscuidade nos maus. As suas vibrações podem ir do amor-sexo mais grosseiro (excessos eróticos) a elevadas formas de amabilidade. É conhecido como Fortuna Menor, ligando-se concretamente a todas as expressões artísticas e à estética corporal e ambiental.

No corpo humano, domina ou tem influência sobre os rins, o tato, as virilhas, os órgãos genitais femininos (ovários), a próstata, o pescoço, a nuca, os ouvidos, os hormônios sexuais femininos, a garganta, os órgãos da fala, os seios, a barriga, o monte de Vênus (proeminência criada por uma camada de gordura acima da sínfise pubiana da mulher), a pele, cuja regência divide com Saturno.

Para a astrologia, a pele, sob o ponto de vista físico, é de Saturno enquanto, sob o ponto de vista estético, é de Vênus.

São também de Vênus a glândula timo, o sentido do tato, o sistema genital feminino, o brilho dos cabelos e da cútis, a harmonia das formas femininas, o ventre, as nádegas, o púbis, os seios, o colo,  as células reprodutoras femininas, o conduto dos ouvidos, a circulação venosa. impurezas do sangue de natureza intoxicante que causam amigdalites, faringites, laringites, enfermidades pustulosas, sarampo, varíola, varizes, abcessos, furúnculos, tumores, flebite, celulite, náuseas, moléstias do aparelho geniturinário, desordens menstruais, excesso de secreções, sensibilidade das mucosas nasais, adenoides.

A beleza da pele, mais exatamente da película que a recobre, a epiderme, também chamada de cútis (do grego, skytos, encoberto, escondido, recoberto) é de Vênus. As injúrias que nela aparecem têm, em muitos casos, muito mais a ver com complicações afetivas, com os chamados males do amor, do que com agressões externas.

Quando Vênus está mal colocado num tema, por signo e casa, recebe inclusive aspetos dissonantes, ele oferece, no geral, muitos problemas com relação à sociabilidade  e, em particular, com relação à vida afetiva e sexual.

Comuns os casos, conforme a astrologia comprova, de casais que nada mais tendo em comum continuam a viver juntos, por razões várias, questões financeiras, patrimoniais, familiares, filhos, às vezes motivos religiosos, comodismo etc.

Para acomodar situações como esta é que inconscientemente um dos parceiros, ou, mais raramente, ambos, um certo dia aparece(m) com problemas cutâneos, dermatopatias. Civilizadamente, está criada uma justificativa bastante aceitável para a rejeição: um não mais tocará o corpo do outro, justificativa sobretudo conveniente para ambos e para se dar satisfações à curiosidade externa sobre a “distância” que há entre eles.

Nestes casos, é geralmente na “parte mais fraca” da parceria que se desenvolve a dermatopatia.

O que tem aqui em ação é uma das leis fundamentais da vida universal, a da polaridade.

No jogo amoroso, esta lei se traduz pelo conflito que nele sempre está presente, embora raramente conscientizado pelas partes envolvidas. Por isso, ao lado de tantas demonstrações de afetividade, mesmo de paixão, há tanta mentira, traição, inveja e destruição no jogo amoroso.

O fato é que em toda relação afetiva, em qualquer vinculação sentimental, é preciso reconhecer, vive sempre ocultamente o elemento destrutivo. O aparecimento desse elemento pode se verificar de muitas maneiras. Ora ele irrompe violentamente como agressão, ora, como no exemplo aqui apresentado, como doença, sempre uma forma disfarçada de agressão. Como o seu “eros” (libido para os especialistas) não consegue chegar ao “outro lado”, ao parceiro, a aqui denominada “parte mais fraca” o volta contra si mesma, agredindo-se. Não podendo atacar o parceiro, a “parte mais fraca” faz o seu “eros”, aqui transformado em ódio muitas vezes, ferver na sua pele.

Isto fica claro quando examinamos os nomes que os antigos gregos deram a muitas doenças que “enfeiam” a pele: eczema, erisipela, psoríase, leucodermia (vitiligo) e outras.

Ao processo inflamatório (vermelhidão, exsudação, coceira) que nela se manifesta, de modo agudo ou crônico, os gregos deram, por exemplo, o nome de eczema (eczein, em grego, quer dizer ferver, entrar em ebulição). Erisipela, etimologicamente, pele vermelha, e assim por diante.

A astrologia deixa claro que todas as dermatopatias, de um modo geral, são reveladas por dissonâncias relacionadas com Vênus.

Uma das mais agressivas, por exemplo, é o herpes-zóster. O nome vem do grego, herpein, arrastar-se, movimentar-se como uma serpente, um réptil. Aliás, a raiz indoeuropeia da palavra é serp, que deu a palavra grega herpaton, réptil. O herpes, registrado e estudado na antiguidade grega, se caracteriza por lesões cutâneas vesiculares, que causam dores e febres. Quando a doença faz um caminho circular ao nome se acrescenta zóster, do grego, com o significado de cinturão, de algo circular, mal popularmente chamado de cobreiro.  Aparecendo geralmente em áreas do corpo dominadas astrologicamente por Vênus (Touro e Libra) e por Plutão (Escorpião), o herpes costuma se manifestar, segundo a Medicina, em “períodos de baixa resistência”. É nestes períodos, como sabemos, que o corpo fica mais desprotegido pela baixa de imunidade. O sistema de proteção, depende muito de Vênus Tais períodos, como a astrologia mostra, têm muito a ver com problemas de segurança material e afetiva, que sãoda alçada de Vênus no mapa natal. As áreas corporais mais afetadas nestes períodos são exatamente as relacionadas com Vênus. Os sinais aparecem: stress, infeções de pele, abcessos e doenças causados por fungos, vírus ou bactérias, falta de apetite etc. Comuns os casos de herpes na boca (região taurina), casos recorrentes de amigdalites (região taurina), estomatites (problemas de alimentação, de Vênus, portanto) etc.

O lúpus eritematoso cutâneo ou o sistêmico, por exemplo, é outra doença inflamatória, de origem autoimune, encontrei em muitas pessoas em cujos mapas astrológicos se nota a polaridade Vênus-Marte severamente afetada.

O cenário astrológico é bem conhecido: Vênus entra, no caso, com as dificuldades afetivas, com o sistema imunológico deficiente, com a cútis e Marte colabora negativamente com o ódio consciente ou não entre os parceiros (ou alguém que desempenhe este papel na relação ou qualquer tipo de relação), com a agressão, com a inflamação, com o eritema, que vem do grego com o significado de vermelhidão.

Há muito que se discute a origem do nome desta doença, já, ao que parece, descrita por Hipócrates.

O nome lúpus, lobo, em latim, vem de longe, e já era registrado para a doença na Idade Média, sugerindo vida instintiva, voracidade, que o lobo simboliza. O simbolismo do lobo, como ocorre normalmente com muitos símbolos, é ambíguo, inconsistente, mutável. Por vezes, o animal aparece associado à crueldade, à astúcia, à ganância; noutras ocasiões representa a divindade, a coragem, o zelo alimentador.

A pessoa que é atacada pelo lúpus eritematoso cutâneo vê-se dominada simbolicamente pelo lobo, pela sua vida instintiva. Não é por acaso que em muitas gravuras medievais e posteriores que a Alquimia nos deixou encontramos imagens de um lobo (vida instintiva) devorando as entranhas de um rei (vida racional). Não podendo descarregar a sua violência no “outro”, um dos parceiros se agride, faz inconscientemente com que a sua violência se volte contra si mesmo.

É interessante notar que o lúpus eritematoso cutâneo se caracteriza pelo aparecimento, na pele, na região do rosto, principalmente de pequenas manchas vermelhas em forma de asas  de  mariposa, símbolo de Sagitário, regido por Júpiter, signo de fogo, relacionado com vida superior, vida espiritual, enquanto o signo de Carneiro, regido por Marte, tem relação com vida instintiva e que o signo de Leão, também signo de fogo, regido pelo Sol, tem relação com a vida racional.

Quem sofre do lúpus eritematoso fica prisioneiro do “seu” lobo. É uma indicação de que a pessoa se auto destrói, será que se julga um lobo, feroz para os que lhe são chegados e se odeia por isso? Ou muitas vezes se deixa dominar e não se afirma o suficiente? Já não tem razão de ser e preferia morrer, mas não consegue-se decidir.

O mesmo raciocínio astrológico poderia ser estendido ao lúpus eritematoso sistêmico, quando ataca os rins, dominados astrologicamente pelo planeta Vênus, regente do signo de Balança, que se polariza com Marte, regente de Carneiro.

O sistema imunológico, é formado por um conjunto de estruturas e processos que protege o organismo contra os ataques das doenças. Perturbado, esse conjunto não consegue dar as respostas imunológicas adequadas, podendo atacar órgãos saudáveis do corpo. Quando isso acontece, temos as chamadas doenças autoimunes, que são muitas.

A Medicina não sabe até hoje como isso acontece, ou seja, não sabe explicar essa autoagressão.

O sistema imunológico, tem muito a ver com o planeta Vênus, a astrologia poderá ajudar a detetar a possibilidade da manifestação de tais doenças autoimunes em pessoas que apresentem severas aflições deste planeta nos seus mapas astrais.

Detive-me um pouco mais sobre este tema, o das chamadas doenças autoimunes, sempre uma autoagressão, para destacar o quanto elas estação relacionadas com a vida psíquica.

A psicanálise e/ou a psicologia profunda, com relação a pessoas adultas que as desenvolvam, têm muito a falar sobre elas, sem dúvida.

Não conseguem dizer nada, porém, quando tais doenças aparecem em crianças, lúpus, herpes etc.

Invocar a hereditariedade (sempre cômoda, quando diagnósticos nada explicam) não basta, pois muita coisa ficará de fora.

É na astrologia da Índia (Jyotish, Védica) que se encontra as melhores explicações sobre as causas das doenças autoimunes e de muitas outras, principalmente em crianças.

Como regente dos princípios da harmonia e do equilíbrio, Vênus adquire particular importância quando se pensa no stressado mundo moderno e no processo de regulação pelo qual um organismo mantém constante o seu equilíbrio.

Este processo tem o nome de homeostase (etimologicamente, permanecer o mesmo): é o estado de equilíbrio do corpo e das suas diversas funções e composições químicas (temperatura, pulso, pressão arterial, taxa de açúcar no sangue etc.).

Isto é, fazer o corpo funcionar adequadamente, equilibrado, quaisquer que sejam as circunstâncias externas. Um dos grandes recursos, por exemplo, para n ajudar a recuperar, se perdida, a eficiência (equilíbrio) do organismo, tanto no plano físico como psicológico, poderia vir de noções cibernéticas como a da retroalimentação (feed back), um processo pelo qual podemos corrigir as ações se soubermos utilizar corretamente as mensagens de retorno do meio em que se atua. 

Sabe se que os rins filtram todo o material solúvel indesejável do sangue e mantêm o equilíbrio correto entre a acidez e a alcalinidade. Os rins elaboram a urina a partir da filtração do sangue, regulando a pressão arterial e transformando a vitamina D (essencial para a deposição de cálcio nos ossos e dentes) na sua forma ativa.

Exemplo: Vênus aflito em Carneiro pode trazer riscos hipertensivos por causa da moléstia renal.

Ataques a Vênus, de Marte, Saturno e Neptuno, com a participação lunar (trânsitos), podem, por exemplo, causar estados vertiginosos, perda de equilíbrio, inclusive com náusea e vômito, mal que se designa geralmente (embora muitas vezes não o seja) pelo nome de labirintite.

Labirinto é o nome de uma porção óssea do ouvido interno onde há um líquido (endolinfa) que, quando nos movimentamos, garante o equilíbrio.

O planeta Vênus tem a ver com tudo o que chamamos de venoso no nosso organismo.

Venoso é o que diz respeito às veias.

O chamado sangue venoso, que tem pouco oxigênio, volta para o coração pelas veias para ir novamente aos pulmões receber oxigênio e ser novamente bombeado pelo coração para as artérias.

Vênus, aflita em Aquário ou mal aspetada por Saturno, é geralmente sinal de males venosos (problemas na circulação de retorno), isquemias (literalmente, falta de circulação). As isquemias podem ocorrer em qualquer parte do corpo, no pé, no intestino, no cérebro etc. Quando um tecido “morre” por falta de irrigação sanguínea, pode se ter a chamada gangrena (etimologicamente, corrupção); se Plutão estiver envolvido, pode se ter necroses. Um quadro perigoso, pois, uma Vênus débil, atacada simultaneamente por Saturno e por Plutão.

São também de Vênus os males que antes se designavam pelo nome de venéreos, hoje englobados pela sigla DST (doenças sexualmente transmissíveis), causados por vírus, bactérias ou micróbios. Quando Úrano, em 1968, ingressou em signo de balança, signo regido por Vênus, e lá permaneceu até 1974, a promiscuidade sexual entrou na moda. Ideias de casamento “aberto”, troca de casais (swing), relações sexuais breves e superficiais, troca de parceiros, ausência de regras, inversões etc.

Foi nesse período que a S.I.D.A. se instalou, anunciada “oficialmente” pela entrada de Plutão em Escorpião no início dos anos 80. Plutão, curiosamente, em grego, tem também o nome de Aides, cuja transliteração nos deu em português Hades.     

Relações desarmônicas agudas entre Vênus-Marte, por exemplo, podem ocasionar problemas de coagulação, além de dores de garganta, amigdalites, faringites etc. Um mau aspeto Vênus-Júpiter é comumente indício de problemas alimentares (Vênus tem relação com a boca, os doces, o açúcar).

É evidente que estas afirmações devem ser localizadas no mapa, lembrando-se que a casa II dá informações com relação ao que nos apegamos real ou simbolicamente, inclusive sobre alimentos que mais costumamos levar à boca (alimentos têm relação com signos, ler os meus calendário diários lunares); a casa V fala da preparação de alimentos e a VI dos hábitos alimentares (a nossa mesa), influenciando em grande parte o cenário das refeições.  

Gota (problema na eliminação do ácido úrico; causa dolorosas inflamações nas pequenas e grandes articulações, leva à imobilidade), obesidade e diabetes, males dos excessos da boca, são comuns neste quadro, no qual o planeta Vênus costuma ocupar posição importante.  Se a Lua estiver envolvida, temos o famoso tripé da diabetes, da melitúria (diabetes melitus): distúrbio do metabolismo que se traduz geralmente pela elevação de glicose no sangue.

Nessa moléstia, grande é o papel do pâncreas, o produtor de insulina no nosso corpo. Problemas no pâncreas têm geralmente relação com exageros na ingestão de álcool e de comida. Muito comuns esses problemas em Balanças, Ascendentes Balanças, lua em Balança, muitos planetas ou dominante do mapa astral em Balança,  que vivem a evitar conflitos, adaptando-se excessivamente, e que compensam essa “rendição” com comida, doces, bebidas etc.

A Astrologia diante da Medicina preventiva e da Medicina curativa.

A astrologia, como a entendo, qualquer que seja a terapia escolhida, deve preferir sempre uma medicina natural, algo que não mutile, que não agrida o corpo, embora se reconheça que nem sempre é possível que este ponto de vista seja observado.

Neste sentido, é que a astrologia se coloca antes a serviço da medicina preventiva, hoje, como se sabe, pouco praticada diante dos enormes lucros que a medicina curativa proporciona.

MEDICINA  PREVENTIVA

No nosso país, tradicionalmente, a medicina preventiva sempre ficou nas mãos do Poder Público. As medidas postas em prática nessa área pelos governantes sempre se mostraram muito insuficientes, agravada a situação pelo precaríssimo nível dos sistemas de saúde montados e pelas absurdas deficiências quanto às muitas necessidades da população, sob a responsabilidade do Estado.

E como é lógico haveria muito mais para dizer sobre o assunto saúde, ficará para um próximo texto…

Rafaela Sá

Cosmo analista, Astro terapeuta, Astro coach, formadora, empreendedora, palestrante e autora

rafaelaastrologia@gmail.com

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