Home Opinião Primeira greve nacional. Brasil chegou ao fundo do poço

Primeira greve nacional. Brasil chegou ao fundo do poço

por Silvio Reis

A primeira greve nacional no governo Bolsonaro, nesta quarta-feira, 15.05, é pela Educação e contra reforma da Previdência. Estudantes, professores, pesquisadores, as maiores centrais sindicais e outros movimentos sociais se manifestam nos 27 estados brasileiros e Distrito Federal.

Na parte da manhã, organizadores da paralisação em Belo Horizonte divulgaram 250 mil manifestantes; em Fortaleza, 100 mil; Brasília e Salvador, 50 mil cada. Até o meio-dia, o portal G1 apurou protestos em 112 cidades, com estudantes e professores de escolas públicas e particulares.

Esta greve antecedeu a paralisação nacional marcada para 14 de junho, depois que o Ministério da Educação cortou 30% de verbas de universidades e institutos federais. Foram suspensas 4.798 bolsas de pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Fundações de saúde, como a Fiocruz, poderão interromper pesquisas sobre câncer, dengue e outras.

Participaram da organização desta greve nacional a União Nacional dos Estudantes, UNE, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, ligada á CUT, Central Única dos Trabalhadores. São duas reivindicações: o desbloqueio de recursos na Educação e a autonomia no ensino, sem a imposição ideológica da equipe Bolsonaro, que acusa professores de praticar “marxismo cultural”. O objetivo é a privatização do setor educacional público.

Na semana passada, Jair Bolsonaro avaliou a greve de hoje como um  “tsunami”. Um dia antes da paralisação, o presidente viajou para os Estados Unidos. A intenção é se reunir com o ex-presidente George Busch e receber, em Dallas, a premiação de “personalidade do ano”, que foi rejeitada em Nova Iorque.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a economia do país está no fundo do poço. É o governo Bolsonaro que chegou ao fundo do poço. A greve de maio e a de junho comprovam o despreparo da equipe de governantes.

No dia da greve, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, terá que comparecer ao Congresso para justificar o bloqueio de recursos. Espera-se que o ministro não se refira, novamente, ao escritor alemão Franz Kafka como “Kafta” (prato árabe)

Imagem destaque: Greve pela Educação em Belo Horizonte. Foto: Brasil de Fato

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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