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Angola necessita urgentemente de mais emprego

por Antonio Sousa

A taxa de desemprego em Angola cresceu 8,8% nos últimos dois anos, atingindo 28,8% da população ativa, indica um estudo do mais recente Inquérito sobre Despesas, Receitas e Emprego em Angola (IDREA), do Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano.

Diz o INE, que o desemprego atinge 3.675.819 das 14.735.487 pessoas em idade ativa, das quais apenas 9.073.321 trabalham, com o estudo a incidir sobre o período de maio de 2018 a janeiro deste ano, dados comparados com os resultados divulgados referentes aos anos 2015 e 2016.

Perante esta realidade o Presidente angolano procura responder aprovando um decreto em que prevê a disponibilização de 21.000 milhões de kwanzas, 58,3 milhões de euros, para combater o desemprego, (uns 116 euros por posto de trabalho a criar) dando cumprimento à promessa feita em 2017 de criar 500.000 empregos na legislatura.

Neste decreto 113/19, de 16 de abril, a que a Lusa teve hoje acesso, João Lourenço aprova o Plano de Ação para Promoção da Empregabilidade, PAPE, que prevê que os empregos “deverão ser criados e absorvidos pelo setor produtivo da economia e não pela administração pública, como muitas vezes se afirma” noticia positiva pois ha ja peso a mais da administracao publica em Angola.

Esta verba a sair do Orçamento Geral do Estado, OGE e do Fundo de Petróleo, servirá de “instrumento de gestão operacional destinado a fomentar e apoiar o espírito de iniciativa na juventude”.

Este plano apoiará quer os empreendedores já estabelecidos quer os emergentes, bem como formar jovens empreendedores nos domínios técnico-profissional e de gestão de pequenos negócios, e promovera a inclusão financeira, fiscal e social dos jovens, além de fomentar o cooperativismo e o associativismo juvenil novidade que relevamos dado o carater aue reputamos essencial pois assumimos o papel da economia solidaria no Futuro.

“Contribuir para a melhoria do rendimento familiar” e, consequentemente, “para o crescimento e o desenvolvimento socioeconómico do País”, e “para o processo de combate à fome e à pobreza”, são outros dos objetivos do PAPE, que pretende ainda “valorizar o exercício das profissões/ocupações, úteis à sociedade”.

Foto de destaque: Manuel Almeida/LUSA

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