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Dizer não às ditaduras na CPLP

por Joffre Justino

Estamos sem tibiezas com o Movimento CPLP com Cidadania que exige o afastamento da Guiné Equatorial da CPLP assim como a critica da mesma aos abusos totalitários do Brasil de Bolsonaro.

De relevar que a Guiné Equatorial aderiu em 2013, que assumiu claros compromissos quanto ao findar da pena de morte ou à massificação do uso da Língua Portuguesa e ainda à promoção dos Direitos Humanos e à implantação da Democracia, compromissos que em seis anos não cumpriu.

Claro que não nos espanta que um grupo de empresários segundo a Lusa e para nós sem significado económico e social, mas que se pautam por “gestões empresariais” totalitárias, venham com o presidente da Confederação Empresarial da CPLP proteger a Guiné Equatorial e fazer que este pais não seja afastado da organização.

Nem espanta que estejam preocupados com posições públicas de governantes sobre aquele país-membro pois são dos que vivem dos cambalachos totalitários, que por exemplo o PR angolano se esforça por derrubar no seu pais, como não nos espanta que batam palminhas  ao quase ditador Bolsonaro.

Ficámos aliás escandalizados mas não espantados, quando soubemos via o “presidente empresarial” que “ Tivemos uma reunião da comissão executiva da confederação nesta segunda-feira e falamos sobre este assunto e, mesmo alguns elementos representantes de Portugal, mostraram-se muito preocupados por afirmações vindas de governantes de Portugal”.

A conversa mole do referido presidente recentemente reeleito para um segundo mandato à frente da Confederação Empresarial da Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), ( qual o espanto?) defendeu ainda que “a Guiné Equatorial está a precisar de se abrir à comunidade” e reforçar a sua “convivência com a Europa, com a Ásia, e outros países com mais experiência no plano democrático” fazendo tábua raza de seis anos de ditadura quando no seu pais felizmente, há Democracia mesmo que ainda em estabilização.

E claro que saudamos o primeiro-ministro português, António Costa, que assumiu que se a Guiné Equatorial quer permanecer na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) “tem que se rever” num “quadro comum … Somos uma comunidade que assenta nos valores da liberdade, da democracia, de respeito dos direitos humanos e da dignidade de pessoa humana, que é absolutamente incompatível com a existência da pena de morte em qualquer dos países membros”.

António Costa indicou que a declaração final da cimeira “refere expressamente” que a “CPLP é um espaço democrático, respeitador do Estado de direito e sem pena de morte”.

Também o ministro dos Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, reafirmou a posição o fim da pena de morte é um dos “princípios inegociáveis … É do interesse da Guiné Equatorial fazer parte da CPLP. É interesse dos países da CPLP ter a Guiné Equatorial no seu seio. Agora, é preciso também aqui a vontade da maioria, mas sobretudo que os princípios básicos da organização sejam respeitados”.

E claro que só podemos repudiar este tipo de frases fascitoides “Nós empresários, não nos vamos meter nas politiquices” e afirmamos que estes comportamentos são os que dão origem a um mercado a 10% do seu potencial real .

Foto de destaque: STEVEN GOVERNO/LUSA

JJ

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