Home Nacional Paz Social no Transporte de Mercadorias Perigosas mas onde andou Vieira da Silva?

Paz Social no Transporte de Mercadorias Perigosas mas onde andou Vieira da Silva?

por Joffre Justino

E nasceu obviamente numa única reunião o acordo entre o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas e a ANTRAM mostrando como não se justificava o ter-se permitido chegar a negociação entre as partes  a este estado de quase caos.

Há que o dizer – a política salarial lusa é um desastre na criação de mercado na criação de motivação e na criação de democracia económica tão baixos sao os salários tão frágil está a negociação coletiva de  trabalho e a participação  dos trabalhadores na vida das suas organizações e tão fraca é a motivação dos trabalhadores por tudo o que se  sintetizou atrás.

Pode-se dizer sem qualquer duvida que a continuar esta política laboral  de Passos e de Portas imposta por Vieira da Silva é o verdadeiro calcanhar de Aquiles do Governo de António Costa por se deixar ir no arrasto da péssima gestão de Recursos Humanos em Portugal da larga maioria do empresariado luso, visível nos ainda menos de 900 mil trabalhadores abrangidos pela negociação coletiva de trabalho, dada a gestão de cedências a esse empresariado de Vieira da Silva e que desta vez empurrou o pais para um estado de quase caos só para não ceder ao dito empresariado.

Resolvida a crise numa noite, o sindicato envolvido estima que o abastecimento de combustível a nível nacional fique normalizado dentro de dois dias, pelo que, como se vê era desnecessário ter-se permitido a crise chegar a este ponto .

Estranhamente, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, Pedro Henriques, do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, SMMP, congratulou-se com o entendimento conseguido e disse esperar que até ao final do ano se consiga concluir o acordo de negociação coletiva “Vamos dar início às negociações com a ANTRAM, Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias, com supervisão do Governo, para negociar as cláusulas da negociação coletiva desta classe profissional. A primeira reunião é dia 29 e tem como objetivo até ao final deste ano estar fechado este acordo coletivo de trabalho até final do ano”, não se entendendo por onde anda o ministro do Trabalho nesta crise!

Com simplicidade Pedro Henriques disse que o que fez o sindicato desconvocar a greve foi “a garantia da ANTRAM e do Governo de que se iniciaria esta negociação coletiva de trabalho” e o compromisso do executivo de que este acordo estaria fechado até final do ano e que as negociações decorrerão “com tranquilidade” agendando a sua reivindicação essencial “ Não está em causa apenas uma negociação, está em causa o reconhecimento oficial da categoria de motorista de matérias perigosas”, afirmou Pedro Henriques.

O mesmo representante sindical sublinhou que o sindicato tinha consciência de que “a manutenção do direito pela greve iria causar ainda mais problemas ao país, que parou em três dias… Não era nossa intenção. Manifestamo-nos sempre de forma pacífica para alertar para a importância que estes homens têm, pois sem eles o país para, mas o país não os conhecia nem os reconhecia”.

Desta feita as partes comprometem-se a “diligenciar pela manutenção de um clima de diálogo e paz social, mantendo o diálogo como forma de resolução de diferendos ou divergências até ao fim das negociações”, abstraindo-se de “outras formas de pressão, nomeadamente greves”.

Acentuamos que foi o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos que solucionou a crise pelo que questionamos… e qual o papel de Vieira da Silva?

Foto de destaque: cowfish on Visual hunt / CC BY-NC-SA

JJ

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