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Os BRICS e a Venezuela

por Antonio Sousa

Como é sabido temos acompanhado com atenção a evolução dos acontecimentos na América Latina e na CPLP por nos considerarmos parte desses espaços e porque via Brasil estarmos a poder ser parte de um contexto de mudança nas relações de Poder globais 

A partir do 247 voltemos a analisar esse processo atendendo à existência de uns BRICS agora com um Brasil formalmente boldonarista e pro Trump ( e por aí pro EUA mas não tanto) pp

Relata o mesmo media que se sediou em Curitiba a primeira reunião de 2019 dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e claro que a crise na Venezuela, teve de ser abordada.

Foi um encontro preparatório para a 11.a Cimeira deste grupo de interesses de Estado que são diversos entre si que ainda pelo menos são mais inter-nações que internacionalistas e pouco ou nada são de Esquerda mas que transportam em si um pouco da herança dos Não Alinhados dos anos 50 do século XX e que são um pouco da esperança de que surjam novas lógicas de Poder fora das lógicas dos EUA 

A crise da Venezuela está claro a ser levada aos representantes dos países do BRICS pelo Brasil com a política externa de Brasília a estar pelos bolsonaristas a apoiar a oposição de Guaidó e pelos militares no governo a tentar uma visão um pouco menos pro americana e com a Rússia e a China a serem os principais apoiadores do governo de Nicolás Maduro.

E neste contexto o 247 reflete com Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM-SP, a conversou que ela teve com a Sputnik Brasil sobre o tema onde a e afirma que o Brasil tem-se mostrado muito ativo em relação à crise no paíse vizinho e que tenta buscar mais apoio também da Índia e da África do Sul, que teriam se posicionado até então com cautela.

Diz a analista que “Brasil entendeu que esse é um fórum importante para colocar a questão e tentar, se não conseguir o apoio da China e Rússia, buscar uma flexibilização desses dois países e um apoio maior à oposição”, o que parece esquecer à apesar de tudo divergente posição de Mourão face a Bolsonaro sobre este tema 

De qualquer forma a analista recordou que a Rússia, no final da reunião, se declarou pela paz na América Latina, o que, segundo a professora, pode ser uma “abertura para início de uma negociação”.

Para Holzhacker, os países dos BRICS estão atentos às mudanças no governo do Brasil e ainda buscam entender para onde Brasília está caminhando na arena internacional.

“O bloco ainda está tentando entender a política externa do governo Bolsonaro” afirmou. “Mas esse ainda é um espaço de diálogo importante”, acrescentou e assim a

“…discussão sobre Venezuela é um reflexo de uma nova posição do Brasil e de sua prioridade à aliança com os Estados Unidos”, alertou a professora. No entanto, ainda é necessário acompanhar os processos em curso para observar se essa aliança será em detrimento dos blocos regionais ou se ainda há espaço para o multilateralismo no Itamaraty ao que acrescentamos em especial atendendo ao que se chama de Junta Militar no Governo e ao vice presidente Mourão e “De qualquer forma, se o Brasil conseguir levar esse debate sobre Venezuela para o BRICS”, concluiu a professora, e transformar o bloco em um mediador, a façanha diplomática seria impressionante e poderia compor o início de uma solução para a crise.

A ver vamos pois já que a instabilidade nos BRICS também é gerador de incertezas.

Foto de destaque: ibcworldnews.com

AS

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