Home Direitos Humanos A Fecundidade Lusa e o fracasso das igrejas católicas e cristãs!

A Fecundidade Lusa e o fracasso das igrejas católicas e cristãs!

por Joffre Justino

Diz-nos o Eurostat que Portugal, em 2017, mostrava um indicador de fecundidade de 1,38 nascimentos por mulher, o sexto indicador mais baixo da União Europeia e definitivamente muito abaixo do nível mínimo de renovação da população, que deveria ser de 2,1.

Importante de relevar também , segundo este Eurostat, que a idade média da mulher aquando do nascimento do primeiro filho em Portugal é de 29,6 anos, já acima da média da UE que está nos 29,1 anos. Portugal tem também a sexta maior taxa de mulheres, que são mães pela primeira vez depois dos 40 anos, correspondendo 4,3%, depois da Espanha com 7,4%, a Itália com 7,3%, a Grécia com 5,6%, o Luxemburgo com 4,9% e a Irlanda com 4,8%, sendo a média da UE de 3,4%.

Quase metade das mulheres portuguesas, 49,5% foi, em 2017, mãe pela primeira vez entre os 30 e os 39 anos, UE 43%, seguindo-se a faixa 20-29 anos, com 41,8% para uma EU com 49,0%.

A proporção de primeiros filhos em mães com menos de 20 anos foi, em Portugal, de 4,4%, ligeiramente abaixo da média da UE com 4,7%, tendo os maiores índices sido registados na Roménia, 13,9%, a Bulgária com 13,8%, a Hungria  com 9,9%, a Eslováquia com 9,5%, a Letónia  com 6,7% e Reino Unido  com 6,1%.

Em 2017, a taxa de fecundidade da UE foi de 1,59 nascimentos por mulher, com a França a apresentar o maior indicador conjuntural de fecundidade com 1,90, seguida pela Suécia, com 1,78, a  Irlanda com 1,77, a  Dinamarca com 1,75,e o Reino Unido com 1,74.

Os menores índices de fecundidade foram registados em Malta com 1,26, a Espanha, com 1,31, a Itália e o Chipre com 1,32 cada, a  Grécia com 1,35, Portugal com 1,38 e o Luxemburgo com 1,39.

O indicador conjuntural de fecundidade é constituído pela soma das taxas de fecundidade geral entre os 15 e 49 anos e releva uma multiplicidade de leituras possíveis e que mereceriam maior atenção pelos responsáveis politicos, filosóficos, sociais e económicos em Portugal e na União Europeia

Os baixos rendimentos, a par de um política de incentivo ao consumismo, a descrença crescente na estrutura social de apoio à criança, as pressões económicas para que a Mulher não engravide, o afastamento crescente face às pressões religiosas que cinicamente se posicionam, de forma bem difusa alimentando quem remunera mal e insistindo junto de quem é mal remunerado para ter filhos, são tudo boas razões para este suicidar coletivo que só os do “direito à vida” se recusam a ver.

Foto de destaque: Free-Photos from Pixabay

Joffre Justino (com Agências)

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