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As soluções “cínicas” do PR

por Joffre Justino

Como se previa, o PR – já o admitiu – terá que promulgar o diploma que irá repor somente parte do tempo de serviço aos professores, caso docentes e Governo não cheguem a acordo e este mantenha a reposição de dois anos, nove meses e 18 dias.

“Se não houver acordo [entre professores e Governo] e houver apenas a versão governativa em diploma, aquilo que o Presidente tem de ponderar é que, um novo veto significa zero para os professores. O que é que é preferível, zero ou alguma recuperação de tempo de serviço em 2019?”, disse aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa, no decurso da cerimónia de evocação dos 50 anos do sismo de 1969, que decorreu em Sagres, no Algarve.

Subtilmente e empurrando para a AR o PR declarou que havendo promulgação, os partidos com assento parlamentar “que já disseram que querem mais, podem sempre suscitar um debate no parlamento e, desde que respeitem a lei do Orçamento de Estado, podem ver se chegam a acordo relativamente a outra fórmula para outros anos”.

Enfim, forma “cínica” de encavacar o governo em um tema difícil para o mesmo e relevando a sua conhecida falta de solidariedade, nos momentos difíceis para com o Primeiro-ministro António Costa, “Vamos esperar para ver se aquilo que eu recebo é fruto de um acordo ou se é a posição do Governo. Se não for fruto de acordo a promulgação, a surgir, tem três justificações: negociações já houve, melhor alguma recuperação do que nenhuma e se os partidos, respeitando a lei do Orçamento quiserem ir mais longe através de uma vontade maioritária, que suscitem a apreciação parlamentar e que votem de acordo com a sua consciência”, referiu.

“O Governo não quer o veto porque acha que a sua solução é boa e os sindicatos, cada vez mais, falam na ideia de que preferem a hipótese de uma promulgação com um debate parlamentar a um veto que os deixa sem nada, ou seja, pode chegar a acordo apesar de estarem em desacordo”, concluiu.

Trata-se no fundo de fugindo “à seringa” pôr o governo na berlinda sem dizer que solução diversa do governo apresentaria, mas na verdade de cada vez que se trata de professores o PS temos de o dizer mete a “pata na poça”, afastando-se mais e mais de um grupo profissional fortemente influente em qualquer comunidade.

Este tipo de teimosias que relevam uma enorme falta de imaginação negocial leva-nos a recordar o melhor sindicalista de sempre em Portugal, António Janeiro que, estivesse vivo estaria aos “urros” ( ele zangava-se facilmente) perguntando aos membros do governo do porque é que não usavam as regras estabelecidas na lei, como a Arbitragem, para solucionar este impasse imposto pelo governo PassosPórtista!

JJ

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