Home Internacional A Democracia de Merkel – desculpem, da Ucrânia – é assim..

A Democracia de Merkel – desculpem, da Ucrânia – é assim..

por Joffre Justino

Pressionada pelos cidadãos, uma Ucrânia dominada por fascistas (no Poder, é bom lembrar, na sequência de um golpe de estado institucional apoiado por Angela Merkel…) renunciou hoje a participar no festival da Eurovisão. A decisão foi tomada após a televisão pública ucraniana não ter conseguido um acordo com nenhum dos três primeiros classificados na etapa nacional do concurso.

Assim, a UA:PBC, estação pública de televisão da Ucrânia, anunciou hoje, que “renuncia a participar no festival internacional da canção da Eurovisão 2019”, que decorre em maio, em Israel, país de origem da vencedora da edição de 2018, que decorreu em Lisboa e que está a fazer passar um mau momento a este já de si caa vez mais medíocre festival

A cantora Maruv ja tinha renunciado na segunda-feira a representar o país. alegando pressões políticas. A sua decisão viria a ser secundada no mesmo dia pela segunda classificada, Freedom Jazz, e hoje foi a vez de Kazka, a terceira.

“Sou cidadã ucraniana, pago impostos e amo a Ucrânia com toda a sinceridade. Mas não estou disposta a atuar sob lemas que convertem a minha participação no concurso numa campanha de promoção dos nossos políticos”, escreveu Maruv na sua página na rede social Facebook.

.Maruv, cujo nome é Anna Korsun e que ganhou no sábado o concurso na Ucrânia com a canção “Siren Song”, negou-se a assinar o contrato ‘leonino’ proposto pela UA:PBC proibia improvisos na atuação e obrigava a cantora a ceder os direitos de autor e a relacionar-se com a imprensa apenas com autorização da UA:PBC. Um belo exemplo de liberdade, sem dúvida !

Imaginemos que figurava neste contrato comercial diga-se a obrigação de se negar a atuar na Rússia e a ser especialmente cuidadosa ao abordar o tema da integridade territorial da Ucrânia ou fazer declarações públicas que pudessem prejudicar a imagem do país na arena internacional! Enfim, o mais (in)puro domínio da política de estado. Dificilmente os naziz fariam melhor (ou pior, no caso)!

“Quando milhares de heróis morrem na frente pela integridade territorial da Ucrânia, o Estado deveria estar representado por artistas dignos, patriotas da Ucrânia, que estejam cientes da sua responsabilidade”, informou o Ministério da Cultura de Kiev. Ora imaginemos qual seria a reação de Bob Dylan, Joan Baez ou Jimmy Hendrix numa c”oboiada” de tão baixo calibre !

Mas não satisfeito, o júri fez ainda perguntas políticas aos concorrentes durante o concurso televisivo para eleger o representante da Ucrânia, entre as quais se consideravam que a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, é território ucraniano…. ah Vietnam Vietnam ah tal igual à RTP do salazarento de 1961 ! 

A European Broadcasting Union (EBU), responsável pela organização do festival da Eurovisão, afirmou, em comunicado, divulgado na página oficial do certame, que lamenta a decisão, que mantém conversações sobre a matéria com a televisão ucraniana e que espera que a Ucrânia regresse ao festival em 2020, acrescentando que, “apesar disso, por agora, aguarda ansiosamente pelo que se perspetiva já como um fantástico evento em Tel Aviv, em maio”.

Fantástico ?

Na linha do terror à spagueti claro !

Foto de destaque: LUSA

Joffre Justino

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