Home América Latina Ajuda humanitária com sanções não funciona, diz Evo Morales. E com ameaça de invasão muito menos…

Ajuda humanitária com sanções não funciona, diz Evo Morales. E com ameaça de invasão muito menos…

por Antonio Sousa

O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou o que chamou de duas caras do governo dos EUA relativamente ao conflito na Venezuela, pois oferece “ajuda humanitária” e  ao mesmo tempo mantém um selvático bloqueio econômico e financeiro sobre o país, o que dificulta – ou impede mesmo por completo – a aquisição de alimentos e medicamentos e a própria economia já que impossibilita inclusiave a venda de petróleo venezuelano, base da economia de Caracas.

“Com dois pesos e duas medidas, os EUA anunciam “ajuda humanitária” ao povo da Venezuela depois de asfixiar economicamente o país irmão com sanções e confiscos abusivos e ilegais. Os EUA destroem o princípio do direito internacional de “ajuda humanitária ao realizar ações golpistas”, escreveu Morales no Twitter.

A mesma denúncia veio do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, feita em vários fóruns onde afirmou que a “ajuda humanitária” dos EUA à Venezuela é uma manipulação para justificar uma intervenção no país. Na realidade segundo Maduro – citado pelo jornal online Brasil 247 – o cerco  dos Estados Unidos à Venezuela intensificou-se nos últimos dias, com o presidente Donald Trump e seus porta-vozes cada vez mais ativos no apoio a intentonas golpistas e a reafirmar as ameaças de intervenção militar .

À luz de tudo isto, e tendo em conta a argumentação de Morales e Maduro, entender-se-á melhor a posição dura tomada pelo gocverno venezuelano de fechar as pontes na fronteira com a Colômbia, reconhecidamente um dos países latinoamericanos com um governo mais alinhado com os EUA (ate no fornecimento de cocaína, diga-se em boa verdade,,,, ). Vale recordar também que os EUA têm uma triste e vergonhosa tradição de fornecimento de “ajuda humanitária”. Ou já nos esquecemos todos das outras “Ajudas Humanitárias” enviada pelos EUA para países latinoamericanos que tiveram a ousadia de tentar implantar formas de governo não pró-EUA na região , como a República Dominicana en 1965 e Grenada em 1994?

Mas para que não nos acusem de “bater sempre na mesma tecla” ou de tentar fazer generalizações abusivas, para perceber que de fato move Washngton neste processo e como a propolada ajuda humanitária á Venezuela esconde mesmo outros objetivos bem menos humanitários, basta citar as recentes declarações de Juan Guaidó assumindo que aceitará uma intervenção militar dos EUA “para garantir a entrada da ajuda humanitária no país ” e não tendo o menor pejo em afirmar que “deu ordem aos militares” (!) para forçarem a entrada da “ajuda” no país ” : “Será um dilema importante para os militares. É uma ordem que demos a eles. Eles terão a decisão de tomá-la. Isto pode dar passagem também a um governo de transição”. (entreviist á AFP, divulgada pela RFI Internacional).

De resto, o próprio Trump, agora tão solícito e preocupado com a situação do povo venezuelano, propós em 2017 o maior corte de quee há memória em anos recentes nas verbas previstas pelo seu país para apoios sociais e humanitários aos seuss vizinhos do continente americano – nada mais nada menos que US$ 614 milhões, Dúvidas? È só reler os despachos das agências noticiosas da época:

A primeira proposta orçamentária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inclui um substancial corte na ajuda exterior à América Latina, com reduções à assistência proporcionada a todos os países da região, uma mudança que poderá ser sentida especialmente no México e na América Central. A informação é da agência EFE. O orçamento – apresentado nesta terça-feira (23), e que precisa ser aprovado pelo Congresso onde pode sofrer alterações –  prevê US$ 37,6 bilhões para o Departamento de Estado, dos quais US$ 1,093 bilhão são para operações no continente americano e no Caribe, uma queda de US$ 614 milhões em relação ao ano fiscal 2016″ ( Agência Brasil -agenciabrasil.ebc.com.br – 23.05.2017).

Foto de destaque: sputnik

Nardia M (com agências)

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