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Imobiliário – o Mercado esgotou-se?

por Antonio Sousa

Segundo um inquérito aos operadores do mercado de compra e venda de casas em Portugal este mercado encerrou em 2018 com expetativas de vendas de curto-prazo “pouco animadoras”, devido à tendência deenfraquecimento da procura.

Este inquérito a 150 inquiridos de empresas do setor mobiliário o ‘Portuguese Housing MarketSurvey’(PHMS), 
da empresa independente Confidencial Imobiliário, e para  dezembro de 2018, aponta para uma tendência de desaceleração da procura, e é uma das principais causas apontadas para o enfraquecimento das expetativas dos inquiridos, assim como a queda consistente no número de novos imóveis a entrarem em oferta no mercado.

Os dados do PHMS de dezembro, usando de qualquer forma um indicador frágil revelam que “a procura no mercado de compra e venda, medida através das novas consultas por potenciais clientes, voltou a deteriorar-se neste mês, com este indicador a exibir uma leitura negativa nas três regiões cobertas pelo inquérito, nomeadamente Lisboa, Porto e Algarve”.

Na realidade o facto das vendas que “caíram ligeiramente” durante o mês de dezembro, quando nos dois anteriores inquéritos (outubro e novembro de 2018) este indicador se tinha mantido “relativamente estável”, de acordo com a informação do PHMS, só releva uma visão imediatista que esquece que as famílias em Dezembro têm outras preocupações de consumo e relacionais sendo natural uma queda ligeira nas vendas nesse mês.

E no que respeita à oferta de casas no mercado residencial, que mostra que,“o número de novas angariações voltou a cair em dezembro, apresentando a leitura mais fraca desde que o inquérito foi lançado, em 2010”, só releva algum bom senso nos construtores avessos às bolhas no imobiliário claro.

Já os preços, “continuam a subir, ainda que o ritmo de crescimento tenha desacelerado consideravelmente nos últimos seis meses”, apurou o inquérito PHMS, indicando que “as perspetivas de curto prazo relativamente à evolução dos preços são agora ligeiramente negativas, embora as expetativas a 12 meses ainda apontem para que os preços estejam mais elevados no final de 2019”.

“Na verdade, os operadores estimam uma subida de 3% dos preços no Porto e de pouco mais de 2% em Lisboa e no Algarve nos próximos 12 meses”, avançou o inquérito.

O índice de confiança nacional que combina as expetativas de curto prazo relativas aos preços e às vendas, “escorregou” para – 4” em dezembro, face aos 16 registados em novembro, mas “Com as expetativas de 12 meses relativas aos preços ainda positivas, muito do pessimismo parece estar concentrado nas perspetivas de curto prazo, mais do que na visão de longo prazo”, reforçou o PHMS.

Quanto ao mercado de arrendamento a procura  cresceu mais  uma vez durante o mês de dezembro. No entanto, “o ritmo de crescimento arrefeceu de forma clara nos últimos tempos, com as expetativas de subida das rendas a três meses a exibirem uma tendência de estabilização pela primeira vez desde 2015”, acrescenta o relatório.

Foto de destaque: @Estrategizando

JJ (com LUSA)

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