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Nascer no Crato

por Mário Alves

A primeira crónica de Kaika Luiz, do interior do Ceará para o Estrategizando. Construindo pontes, (re)aproximando gentes, territórios e culturas no espaço luso-brasileiro e no universo geocultural da nossa lingua comum, a “última flor do Lácio”, como lhe chamou um dia o grande Olavo Bilac, que nos deixou há exatamente um século, no seu poema maior “Língua Portuguesa”.  MA      

Estou aqui, escrevendo da minha cidade natal. Crato, Ceará, Brasil. Região do Cariri. Bem no meio do nordeste brasileiro. Conhece o sabor e o cheiro do pequi, do filhóis, do charutinho, do passa-raiva? Não? Vem aqui para conhecer! São sabores tão marcantes quanto iguarias como tapioca, doce de espessa (gergelim), feito pelas irmãs Irenice e Iara, na Praça da Sé, delícias também daqui da terrinha.

Como é gostoso ter nascido no Crato! Mas melhor ainda, é receber as pessoas. “Sede bem-vindo. Nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade”. Assim está escrito na base da estátua do Cristo Rei, localizada na Praça Francisco Sá. “Ao sopé da serra entre canaviais, quem já te viu, ó Não te esqueces mais”. Canta o cratense em seu belo hino. “Venha ver as belezas do Crato, venha ver tudo é tão natural, minha terra é um paraíso, seu progresso é sensacional” letra e música do artista cratense Correinha.

A cultura popular, formada por grupos de reisados, maneiros-paus, bandas cabaçais, cocos, dança de São Gonçalo, e diversas outras manifestações enraizadas no cotidiano dos mestres, misturam-se aos clássicos dos violinos, violoncelos, pianos e muitos outros instrumentos executados com partituras, crias do Padre Ágio, hoje Monsenhor, um desbravador na descoberta de talentos vindos do seio da Chapada do Araripe. Juntam-se a todos esses ritmos, o jazz, o blues, o rock, o forró e a Música Popular Brasileira da melhor qualidade.

Conhecer o Crato, é se deparar de longe, com a nossa majestosa Chapada do Araripe. Criada a primeira Floresta Nacional do Brasil, em 1946, forma a maior parte do território do Crato, e assim fornece materiais e inspira a criação de todas as atividades turísticas da cidade. Gastronomia, cultura, aventura, religião, negócios, pesquisa científica, ecoturismo, enfim, a grande maioria das atividades turísticas é praticada no nosso município. Além disto, é no Crato onde está a sede do Geopark Araripe, o primeiro das Américas, que tem como principal objetivo, preservar as riquezas naturais da nossa chapada. Museus, praças, clubes, vida noturna agitada, bons hotéis, ótimos restaurantes, grandes artistas, enfim, como diz o adágio popular “Só no Crato mesmo! ”. Terra da heroína Bárbara de Alencar, do escritor J. de Figueiredo Filho, dos Irmãos Aniceto, dos maestros Azul e Hildegarde Benício, do Mestre Aldenir, de Zulene Galdino, do poeta Correinha, do Jornalista Huberto Cabral, poeta Xico Bezerra, do escritor e jornalista Xico Sá, do folclorista Elói Teles, de Antônio Martins Filho e muitas outras personalidades. Terra amada por Luiz Gonzaga, Nonato Luiz, Violeta Arraes, Antônio Vicelmo, Padre Ágio, Madre Feitosa, e muitos outros filhos adotivos desta cidade.

Pois é, aqui nasci, daqui lhes apresento um pouco da minha cidade, porque um muito, só mesmo se você vier, para tomarmos uns tragos no calçadão, na lanchonete e bar Primavera, do português Joaquim, ou ainda nos bares da vida do Crato. Bares maravilhosos como Taberna do Sabor, Casa Alheia, Caverna Petisbar, Pirates, Cantinho do Pimenta, Pau D’arco e muitos outros que fica impossível enumerá-los.

Nascer no Crato é um privilégio. É ter a alegria de sentir tudo isso e ainda ser brindado com a visita de pessoas de boa vontade. Venha! Chegue!
Seja bem-vindo (a) !!


Kaika Luiz (Produtor cultural e turístico)

Foto de Destaque – Kaika Luiz

     

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