Home Economia Os preços de bens e serviços mostram uma economia sem regra

Os preços de bens e serviços mostram uma economia sem regra

por Joffre Justino

Prevendo o próximo ano económico há que relevar pelos seus impostos, segundo a LUSA, pela descida da eletricidade de 3,5% no mercado regulado e decréscimos ainda maiores no liberalizado.

Já as bebidas não alcoólicas e olhando para a saúde dos consumidores lusos demasiados Obesos as com mais açúcar serão penalizadas em 2019, com o Orçamento do Estado a apôr mais taxas nestes produtos, de acordo com o teor de açúcar que contêm

Também o tabaco sobe e pode chegar a custar mais 10 cêntimos por maço mas o preço do leite deverá manter-se enquanto que o pão poderá subir.

Mas seguindo a LUSA vejamos as previsíveis atualizações de preços para 2019 :

O valor das rendas irá infelizmente aumentar 1,15% em 2019, ligeiramente acima dos 1,12% de 2018.

Na verdade nós últimos 12 meses até agosto a variação do índice de preços excluindo a habitação foi de 1,15%, valor que é a base do coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), e que representa mais 1,15 euros por cada 100 euros de renda.

Já as tarifas de eletricidade no mercado regulado descem 3,5% para os consumidores domésticos a partir de 01 de janeiro, o que representa uma diminuição de 1,58 euros para uma fatura mensal de 45,1 euros e nas regiões autónomas dos Açores e Madeira a redução é de 0,6%.

Após a divulgação das tarifas pelo regulador, a EDP Comercial, que opera no mercado livre, anunciou também que iria descer o preço da eletricidade, em média, em 3,5% em 2019.

Entretanto, a Endesa anunciou uma redução em média de 6,3% o preço da eletricidade em 2019 e a Goldenergy informou que também que irá reduzir em 4% o preço da luz no mercado livre no próximo ano.

No que respeita aos preços das portagens nas autoestradas estes aumentam 0,88% em janeiro, tendo em conta a taxa de inflação homóloga, sem habitação, de outubro, divulgada pelo INE.

A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou que irá aumentar as portagens em 22% da sua rede em 2019, em valores que oscilam entre os 5 e os 25 cêntimos.

No entanto os carros mais altos, como SUV ligeiros de passageiros com características desportivas e monovolumes, vão começar a pagar menos nas portagens, a partir de 01 de janeiro, com a entrada em vigor de um novo quadro legal um erro de gestão ambiental que já assumimos ser grave como é ambientalmente errado que a partir do primeiro dia do novo ano, os veículos ligeiros compactos e mistos com uma altura entre 1,10 e 1,30 metros passam a integrar a classe 1, a que paga menos, nas portagens.

As viaturas devem ainda pesar entre 2.300 quilogramas (kg) e 3.500 kg, utilizar o sistema de pagamento automático e cumprir a norma do regulamento europeu sobre limitação de emissões poluentes.

No que respeita aos transportes públicos estes lamentavelmente irao aumentar 1,14% segundo uma informação publicada no ‘site’ da Autoridade Metropolitana de Transportes quando era de todo ambiental e economicamente vantajoso que não houvesse ao menos subida de preços e que os transportes públicos fossem pagos pelos que mais dela beneficiam as empresas 

Felizmente o OE prevê o aumento da verba de apoio para reduzir os preços dos passes sociais em 21 milhões de euros, para 104 milhões com o financiamento do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) nos transportes públicos para o ano de 2019 vai ficar disponível a partir de 01 de abril, sendo a fixação dos tarifários da competência das autoridades de transportes de cada área metropolitana e comunidade intermunicipal.

As áreas metropolitanas e autarquias que integram as comunidades intermunicipais serão as responsáveis pela gestão das verbas, sendo que, pelo menos 60% da verba atribuída, deve ser utilizada para a redução do tarifário, podendo mesmo ir aos 100% para esse fim, explicou o ministro do Ambiente.

As taxas de Imposto sobre Veículos, ISV e do Imposto Único Circulação, IUC devem subir em média 1,3% em 2019, mas descem nos automóveis menos poluentes, segundo simulações da Deloitte, com base no OE o que é mesmo insuficiente para combater o desastre climático que cresce diariamente 

O Governo propôs um regime transitório, a vigorar durante o próximo ano, face à nova metodologia de cálculo das emissões de CO2 (com base no novo ciclo Worldwide Harmonized Light Vehicle Test Procedure – WLTP), e que teria como consequência um agravamento destes impostos.

O aumento do Imposto sobre o Tabaco (IT) previsto OE pode significar uma subida de cerca de 10 cêntimos no maço de cigarros, segundo simulações feitas pela consultora Deloitte mas nada se fez para apoiar os medicamentos anti nicotina 

Quanto às telecomunicações a Nos e a Meo já anunciaram que iriam aumentar os preços das telecomunicações em 2019, para acompanhar a atualização da inflação. A Vodafone disse que ainda não decidiu.

O secretário-geral da Fenalac, Fernando Cardoso, disse à Lusa que o preço do leite deverá manter-se em 2019, apesar de a escassez de alimentação para os animais poder ter alguma influência a longo prazo.

“Diria que há uma tendência para se manter aos níveis do que acontece neste momento […], mas depende muito mais da posição da distribuição. Não há grandes indicadores que nos permitam dizer que os preços vão aumentar ou baixar”, disse Fernando Cardoso, em declarações recentes à Lusa.

No entanto, a escassez de alimentação para os animais provocada por fenómenos meteorológicos, como a tempestade Leslie, “podem ser um fator de alguma redução da produção” e podem ter efeitos, a longo prazo, nos preços.

Ja as tarifas transitórias do gás natural não sofrem hoje quaisquer alterações, uma vez que atualização tarifária só acontece a 01 de julho para os consumidores que se mantêm no mercado regulado.

Foto de destaque: marfis75 on Foter.com / CC BY

JJ

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