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Portugal e São Tomé e Príncipe reforçam cooperação militar

por Joffre Justino

O investimento português em projetos de cooperação  com Sao Tomé e Príncipe atingiu os 9,4 milhões de euros de 1991 a 2017, conforme informações dadas na apresentação dos novos projetos de cooperação dos dois países na área militar durante um encontro na cidade de Tomé entre os respetivos ministros da Defesa e destacados chefes militares.

na ocasião, o ministro português da Defesa assumiu que Portugal iria reforçar a cooperação com São Tomé e Príncipe na área militar e alargar o âmbito do diálogo regular com o novíssimo governo são-tomense, que tomou posse no início do mês em curso.

“Temos um novo governo que tomou posse esta semana e vamos olhar para aquilo que forem as ideias e as prioridades do novo governo e faremos os ajustamentos que forem adequados, nestas próximas semanas, até janeiro, fevereiro, faremos um balanço e identificaremos os caminhos para o futuro”, disse o ministro da Defesa português,  João Gomes Cravinho,  que durante a sua visita ao país teve também encontros com o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus e com o ministro da Defesa e Ordem Interna, coronel Óscar Sousa e ainda  com o Presidente da República, Evaristo Carvalho.

No final dos encontros com os dois novos governantes são-tomenses, Gomes Cravinho, para quem esta foi a primeira viagem oficial a um país estrangeiro desde que assumiu a pasta da Defesa, disse que  pretendeu dessa forma “reiterar a amizade de Portugal com São Tomé” e realçou a disponibilidade de Portugal para “encetar agora   mais e novos caminhos de cooperação com o país”

O ministro português esteve também com a Força Nacional destacada em São Tomé, a bordo do navio português “Zaire”, que integra 28 militares que prestam formação e treino aos militares são-tomense, visando a capacitação da Guarda Costeira do país.

A cooperação militar com São Tomé e Príncipe  iniciou-se em 1988 e foi  sendo sucessivamente renovada até 2018. Neste ano procedeu-se a uma alteração de modelo de forma a torná-lo mais abrangente, mantendo-se embora áreas como a formação, a segurança marítima e a engenharia militar, entre outras, e até a participação conjunta das Forças Armadas dos dois países da CPLP em missões de paz e humanitárias.

Para além da formação e de ações de fiscalização conjunta do espaço marítimo, as Forças Armadas portuguesas têm vindo a capacitar as suas congéneres são-tomenses ao nível dos instrumentos legislativos na área da Defesa, visando o reforço do exercício da autoridade do Estado de São Tomé e Príncipe.e 

Foto de destaque: Visual Hunt / mp3ief no Foter.com / CCBY-NC-SA

Joffre Justino

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