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Não há Turismo sem confiança e ética

por Joffre Justino

Vamos ter a 18 de janeiro eleições para a comissão executiva do Turismo do Porto e  Norte de Portugal depois de três dos seus cinco elementos terem apresentado esta quarta-feira, a sua demissão, provocando a marcação de eleições antecipadas. 

E tudo porque o presidente da Comissão Executiva da TPNP, Melchior Moreira, estar em prisão preventiva por uma alegada viciação de procedimentos de contratação pública que culminou com a indiciação de cinco arguidos.

Entre os outros quatro arguidos encontra-se Isabel Castro, diretora operacional da TPNP, suspensa de funções e com proibição de contactos, e Gabriela Escobar, jurista na mesma entidade, que ficou sujeita a proibição de contactos.

Como o presidente da mesa da assembleia geral, Eduardo Vítor Rodrigues, também apresentou a demissão, aquele órgão também vai a votos na mesma data.

“Fomos hoje informados de que três dos cinco elementos da comissão executiva apresentaram a demissão e fizeram-no hoje mesmo. Tenho que realçar e agradecer porque permitiu agilizar uma solução de maior compromisso que vai no sentido de no dia 18 de janeiro temos um ato eleitoral para a comissão executiva”, disse o também presidente da Câmara de Gaia.

Eduardo Vítor Rodrigues adiantou que nas eleições também será votada uma nova assembleia geral.

Entretanto Eduardo Vítor Rodrigues recordou que  a votação do orçamento para 2019 ficou suspensa em resultado da queda da direção.

Na verdade “Apresentei uma proposta para que fosse suspensa a votação por não fazer sentido que se votasse um plano para 2019 quando vai haver eleições. Deve ser a nova direção a apresentar um orçamento no qual se reveja e não ser confrontada com um previamente aprovado”. 

Eduardo Vítor Rodrigues revelou também que as demissões foram apresentadas pelos presidentes das câmaras de Santa Maria da Feira e Vila Real e pelo representante da ARESPH, e assim com estas três demissões e a ausência de Melchior Moreira o órgão cai por falta de quórum.

Na verdade sucede o que era obrigatório pois o ambiente de descrença face a esta comissão executiva do TPNP era total e exigia novas eleições em nome do que uma organização Turística tem de ser – ética ! 

 

Joffre Justino

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