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A abertura angolana a dar frutos

por Joffre Justino

O PR João Lourenço será o primeiro Chefe de Estado Angolano a receber representantes de organizações não governamentais (ONG) e de associações cívicas, bastante críticas ao regime de dos Santos  ( entre os quais Luaty Beirão) para discutir questões da actualidade e buscar contribuições para a resolução dos problemas que limitam o futuro de Angola.

Assim segundo o sociólogo João Paulo Ganga, ouvido pela Angop o PR ao ouvir essas vozes habitualmente críticas ao Governo, João Lourenço está a honrar a sua promessa de fazer uma ampla concertação com a sociedade.

“A iniciativa é muito boa, mas tem de se ter em atenção que a sociedade civil não se esgota em Luanda ou Benguela. O processo deve ser extensivo a todo o território nacional e de forma inclusiva”, recordou este ativista conhecido.

Também o analista político Osvaldo Mboco, entende que se abriu “um canal de diálogo muito mais estreito entre o Governo e a sociedade civil” e com esse passo, ficam criadas as base para se apresentarem os diferentes problemas e inquietações da sociedade angolana.

A propósito, a representante da Associação Justiça Paz e Desenvolvimento, Maria Silveira, uma das convidadas para o encontro, disse que essa abertura permitirá à sociedade civil dar mais contribuições ao Governo e António Mateus, do Conselho Nacional da Juventude, afirmou que receberam, do Presidente da República, a promessa de que os órgãos do Estado vão corrigir algumas acções em curso para normalizar o país, como a “Operação Resgate”, iniciada a 06 de Novembro último.

Infelizmente a burocracia ainda pouco habituada a esta abertura proibiu a entrada na reunião ao conhecido jornalista e defensor dos Direitos Humanos Rafael Marques que já terá recebido mais que  um pedido de desculpas mas a marcação para hoje de uma audiência com João Lourenço que a acontecer mostrará que a mudança está realmente em curso 

Há que assumir que foi dada mais a belíssima bofetada à diplomacia de interesses que em Portugal até bateu palmas à prisão dos jovens contestatários, liderados por Luaty Beirão, na altura só apoiados pelo Bloco de Esquerda e alguns socialistas como Sampaio da Nóvoa, na altura candidato a Presidente da República.

 

Foto de destaque: LUSA

 

Joffre Justino

 

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