Home Nacional Mas que se passa no governo? Porque fragilizam os bombeiros profissionais?

Mas que se passa no governo? Porque fragilizam os bombeiros profissionais?

por Joffre Justino

Com toda a razão os bombeiros profissionais estão descontentes com um Governo que, em vez de qualificar uma profissão de alto risco, desvaloriza-a e por isso estes bombeiros  realizam hoje uma concentração na Praça do Comércio, em Lisboa.

Eles manifestam-se para protestar contra a proposta do Governo que regula a carreira especial dos bombeiros da administração central, regional e local, uma carreira que em vez de qualificar desvaloriza.

A concentração marcada para as 14:30, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), assim como a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP) pretende mostrar as razões desta classe profissional que existe para salvar pessoas e bens em espaços urbanos e merece toda a nossa consideração.

Face a um dito novo estatuto profissional que regula a carreira especial de sapador bombeiro e de oficial sapador, aprovada na generalidade pelo Governo a 25 de outubro, cria uma carreira unificada para os bombeiros municipais e sapadores e novas tabelas remuneratórias, além de integrar os operacionais da Força Especial de Bombeiros e os trabalhadores do Instituto de Conservação Natureza e das Florestas (ICNF), que desempenham funções de sapador florestal em cenário de abaixamento de qualificações.

Os sindicatos acima denunciam que o Governo quer aprovar o novo estatuto do bombeiro profissional e o regime de aposentação “sem considerar a opinião e vontade dos bombeiros do país” num ato autoritário absurdo.

Trata-se, na verdade, de um protesto que procura “reverter decisões e opções políticas que de forma inédita podem agravar a vida e o trabalho de milhares de bombeiros”, sendo que a ANBP e o SNBP decidiram juntar-se a esta concentração devido “à gravidade da situação”, sendo necessário que os sindicatos estejam unidos nesta luta, disse à Lusa o Presidente da Associação Sindical dos Bombeiros Profissionais,  Fernando Curto, que rejeita a diminuição do número de postos nas carreiras, índices remuneratórios e aposentação sendo questões que os bombeiros profissionais “não vão abdicar”.

Segundo o presidente da ANBP, os bombeiros querem que se mantenham os sete postos nas carreiras e não os quatro que agora o Governo propõe, pois se as carreiras forem reduzidas os bombeiros vão ter uma pequena progressão nas carreiras, para perder a prazo e denunciou que o Governo propõe também uma diminuição dos salários, passando os novos bombeiros a ganhar cerca de 600 euros, menos 300 do que atualmente.

“Uma profissão de alto risco não pode ganhar o ordenado mínimo nacional”, sustentou Fernando Curto, contestando ainda o novo regime de aposentação, que aumenta a idade de reforma dos bombeiros profissionais.

Segundo a proposta do Governo, a idade de reforma dos bombeiros profissionais vai passar a ser igual à idade legal de reforma, reduzida em seis anos, beneficiando ainda de um regime transitório.

Esta bestialidade vem de quem neste governo? De quem não sabe o que é prevenir o acidente de quem não entende que lutar contra o risco é razão de reconhecimento não só a quem aceita uma profissão deste nível como da necessidade de lhe dar prestígio e segurança no futuro dado o desgaste! 

Foto de destaque: LUSA

Joffre Justino

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