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O PSD e as falsas presenças na AR

por Joffre Justino

O antigo secretário-geral do PSD ausentou-se antes da votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2019, mas ausentou-se antes da votação e ainda assim “votou”, tendo o nome inscrito nos votos “contra” o orçamento apresentado pelo governo para 2019. 

E assim vão 4 os deputados com o anterior e contando com José Silvano, José Matos Rosa e Duarte Marques, a surgirem com falsas presenças no parlamento.

Segundo o Sapo, fonte autorizada pelo deputado informou que a saída da sessão, antes da votação, ficou a dever-se a uma emergência familiar e que Barreiras Duarte não pediu que votassem por ele.

A 30 de outubro, 18 horas e 32 minutos. Ferro Rodrigues dá início à votação do Orçamento do Estado para 2019 na Assembleia da República e o voto de Feliciano Barreiras Duarte será contabilizado minutos depois como sendo contra o documento apresentado pelo governo só que o deputado social-democrata não estava na sala do hemiciclo quando decorreu a votação.

Ora o Regimento da Assembleia da República é claro quando no artigo 93º, no ponto 2, refere que “não é admitido o voto por procuração ou por correspondência”.

A fonte autorizada pelo próprio deputado afirma que Feliciano Barreiras Duarte abandonou o Parlamento perto das “13h para acorrer a uma emergência de um dos seus filhos menores” e a “A sua saída do Parlamento, depois de ter assistido a toda a sessão [da manhã], teve a ver com a sua condição de Pai, que tem tido um dos seus filhos com sucessivos problemas de saúde, que o tem levado inclusive a muitos internamentos hospitalares e a outros acompanhamentos médicos e familiares regulares – esta situação é, de resto, do conhecimento de vários deputados de várias bancadas”, explica a fonte.

Na realidade não interessam muito as razões da saída, certamente respeitáveis, interessa sim questionar a persistência no PSD em alimentar repetidamente o erro de alguém votar por um deputado !

Será que o que se pretende no PSD é desvalorizar a presença dos deputados e porque razões pretenderá tal já que à quarta insistência tudo fica bem estranho ?  Ou serão somente um conjunto de meros acasos ou um somatório de pequenas ganâncias ou até uma tentativa de queimar o grupo parlamentar do partido em causa ? 

Uma votação no sistema do Parlamento português exige aos deputados um novo sinal de registo, para além da primeira autenticação das credenciais, que fazem valer a presença no plenário pelo que no momento do quórum – altura em que os deputados fazem registo da presença na sala para poderem votar – o computador fica com o fundo escuro e os deputados têm de clicar num botão para se registarem e ficarem prontos para votar.

“A saída de Feliciano Barreiras Duarte do plenário foi compreensivelmente à pressa, não se recordando se deixou o sistema (computador) ligado, nem sabendo o que se passou a seguir, pois a sessão [da manhã] terminou entretanto; [o deputado] não pediu ou deu indicações a alguém para votar por si, primeiro porque saiu com urgência e com outras preocupações em mente; depois, porque a votação não era nominal, pelo que nenhum problema adviria se não votasse expressamente”, afirmou a fonte próxima do deputado ao Sapo … mas então … porque votou o deputado ou … quem votou por ele gerando uma mais uma fraude ! 

 

Foto de destaque: LUSA

 

Joffre Justino

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