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Um diálogo em dois monólogos

por Joffre Justino

Para sermos sinceros, nunca conseguimos realmente entender de que falavam sindicatos e Governo, no que aos professores diz respeito e porque é que o drama com os professores não era idêntico ao dos restantes funcionários públicos, sendo certo que o discurso da frase no OE do ano passado não abona muito em favor de quem a escreveu, da parte do mesmo governo.

Daí que, quando o primeiro-ministro, António Costa, afirmou  recentemente em Braga, para professores e alunos da universidade do Minho,  que o Governo prometeu e cumpriu o descongelamento das carreiras na função pública, incluindo a dos professores, deixa no ar demasiadas e desnecessárias duvidas quanto ao que estaria estabelecido e a frase “Acabar com o congelamento era o prometido e foi o que fizemos”, referiu, num debate com professores e alunos da Universidade do Minho que o Governo organizou para assinalar os três anos, não deixa de ser tão insuficiente quanto o radicalismo dos sindicatos de professores face ao acordado.

É certo que Antonio Costa tem razão no mínimo parcelar  razão que lhe dá o facto de poder dizer que relação aos professores, disse que 32 mil já podem progredir na carreira e que outros 12 mil o poderão igualmente fazê-lo até ao final deste mês e que outros 19 mil terão essa oportunidade no próximo ano, se tivermos em conta a gestão orçamental de um Estado e de um país saído de uma crise importada em parte e em parte resultante de algum esbanjamento vindo de todos nós Pessoas e Organizações e de ganâncias visíveis por exemplo na transferências de sedes para paraísos fiscais e equivalentes que alias em nada abonam a própria União Europeia com sucede na Holanda e no Luxemburgo.

É também certo que o primeiro ministro tem alguma razão quando diz que em relação à contagem do tempo de serviço dos professores, “total intransigência” da parte dos sindicatos, que não abdicavam dos nove anos, quatro meses e dois dias como há da parte do governo por não refletir em soluções alternativas ao leitmotiv de Mário Nogueira.

E assim o Governo vai avançar com os dois anos, oito meses e 18 dias, “mesmo sem o acordo dos sindicatos”, alimentando desnecessariamente um conflito por falta de apresentação de alternativas tal qual os sindicatos de professores mesmo que seja verdade que o Governo trate, assim, os professores “de forma exatamente igualitária com as outras carreiras”.

E como já referimos 100 vezes no mínimo porque raio é que uma negociação de longo fôlego tem da ser resolvida no curto Prado entre dois parceiros em conflito agudo há anos ( PS e sindicatos de professores) em vez de se ir para uma negociação de longo prazo em modelo de arbitragem ou mediação?

 

Foto de destaque: LUSA

 

Joffre Justino

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