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Crise na Comunicação Social ?

por Joffre Justino

Não será melhor perguntar se há comunicação social plural ? Achamos realmente curioso que o Presidente da República questione hoje se o Estado não tem o dever de intervir face à crise da comunicação social, onde haverá uma “situação de emergência” que já constitui um problema democrático e de regime.

Ora, para um liberal que foi eleito à Direita e com, como disse, o apoio militante dos media, afirme que “A grande interrogação que eu tenho formulado a mim mesmo é a seguinte: até que ponto o Estado não tem a obrigação de intervir?”,  quando o que nós devemos todos questionar é se o modelo de marketing (no contexto de fazer mercado à Fernando Pessoa no seu texto sobre o Mercado) dos media pode continuar a manter-se, antes de matar todos os media!

Na verdade a opção que temos, de haver somente apostas em media à Direita pode satisfazer muitos egos, mas não cria verdadeiros media, na nossa opinião (e por isso o surgimento do Estrategizando…).

A reflexão de MR Sousa, aconteceu na entrega dos Prémios Gazeta 2017,  onde afirmou que tem pensado se “não será possível uma forma de intervenção transversal, a nível parlamentar, que correspondesse a um acordo de regime”.

“Não sei, verdadeiramente, quais são as pistas. Tenho para mim esta preocupação, que é: não queria terminar o meu mandato presidencial com a sensação de ter coincidido com um período dramático da crise profunda da comunicação social em Portugal. E, portanto, da liberdade em Portugal e, portanto, da democracia em Portugal”, ao que acrescentamos que com ferros se mata com ferros se morre e uns media que se compraz em ser os porta vozes da Direita, que só representam hoje à volta de 30% do eleitorado, não pode esperar, dado o seu caráter repetitivo, que consiga ter audição entre Pessoas, que ao contrário do que os media em geral pensam, sabem o que querem.

O que terá de acontecer é passar a ser normal haver media à Direita, ao Centro e à Esquerda, por forma a cobrirem o leque político cultural natural num país democrático e a haver naturalidade da aplicação de publicidade privadamente pública em todos os media sem discriminação! 

Esta perspetiva “democrática” à JE dos Santos de comprar imagem com media falsificados como a “revista Vanguarda” distribuída meses fora com o Expresso é a perspectiva que conduz diga-se os media ao fracasso !

Os media não nasceram nem se mantêm pela simples satisfação de alguns egos “empreendedores” mas sim para satisfazer o direito ao usufruto da liberdade de expressão e de opinião o que não acontecendo hoje,  está a matar o sector.

 

Foto de destaque: LUSA

 

Joffre Justino

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