Home Opinião O Turismo e a concorrência global

O Turismo e a concorrência global

por Antonio Sousa

É sabido que viajar e fazer turismo valem cerca de 8 biliões de dólares americanos e geram mais de 307 milhões de empregos mundo fora e influenciam o nosso comportamento ao ponto de poupar para aí gastar dinheiro.

Foi sabendo o potencial do setor, que Londres acolheu a importante feira internacional de turismo World Travel Market, WTM.

Esta feira a WTM é considerada o principal evento global para a indústria do turismo, onde estão presentes mais de 5 mil expositores, dos quais 98 são empresas portuguesas, segundo a Publituris.

É, dizem os experts, o lugar perfeito para conhecermos as grandes tendências que irão orientar as nossas experiências de viagem. Vejamos pois os concorrentes em ascensão destes 89 mil km2 à beira mar plantado.

E comecemos por visitar um país com uma herança cultural rica, 22 línguas nacionais e mais de 1000 dialetos: a Índia.

Se os turistas experientes querem cada vez  mais pelo dinheiro que gastam a aventura está no topo da lista de requisitos para uma grande viagem à Índia.

“A tecnologia e a digitalização estão a levar os turistas para novos destinos e também contribuem muito para o turismo sustentável, porque as pessoas partem para ficar com outras pessoas. Quando vão, ficam em casas de família, nas áreas mais remotas, e é a plataforma digital que fornece informações. É assim que agora as pessoas reservam as férias”, recorda Rashmi Verna, ministra do turismo da Índia.

E na Índia promove-se um turismo sustentável  procurando a capacidade de causar um impacto positivo no meio ambiente, na sociedade e na economia e andar de mãos dadas com o turismo ético.

E diz mais a ministra do turismo, “o viajante, hoje em dia, é muito perspicaz e quer que a ética seja mantida e aprofundada. Está a ser dada muita atenção à participação da comunidade local, os turistas não querem que as pessoas locais sejam exploradas. Isso tornou-se num aspecto muito importante de qualquer destino turístico atualmente, porque as pessoas não querem apenas ir e ver paisagens. Agora querem experimentar a cultura local, a culinária local… E, portanto, o envolvimento da comunidade local, também do ponto de vista do turismo esponsável, está a tornar-se muito, muito importante”, mostrando como a Índia concorre via a gastronomia e a história milenar com Portugal.

E vejamos um outro caso, a Maurícia. Situado no coração do Oceano Índico, a ilha Maurícia celebra o 50º aniversário da independência sendo um belo  local de férias um dos destinos de luxo preferido para o Turismo de elevada qualidade 

Para o ministro do turismo mauriciano, “Nenhuma indústria de turismo pode ser sustentável sem envolver toda a comunidade. Nenhum turismo pode ter sucesso a menos que respeite o meio ambiente. Assim, protegemos o meio ambiente, protegemos as comunidades locais e envolvemo-las no desenvolvimento em termos de emprego, de cultura, de entretenimento, de agricultura, pesca, para que as pessoas sintam que pertencem à indústria. E para o turismo sustentável continuar, Temos de ter esse envolvimento e compromisso com a população local”.

Este ministro do turismo da Maurícia, Anil Gayan criou o conselho de turismo da Maurícia e acredita que uma visão genuína da vida das comunidades locais vai ajudar a impulsionar os números e garantir um experiência mais informada sobre a realidade da ilha “Quando um turista chega a um país, precisa saber para onde está a ir. Não basta saber a gastronomia, ter grandes experiências culinárias, ele tem de saber como as pessoas vivem. E o que os faz viver de uma forma que não é perfeita, mas é feliz. E acho que é disso que se trata nas Maurícias”.

Vejamos um outro caso que o Turismo global quer de sucesso, a Geórgia . A Geórgia um país pouco conhecida do grande público, aposta numa campanha de turismo que pretende envolver os turistas na promoção do país por via do privilegiado digital, conforme como assumiu Anna Kekelia, diretora da Administração Nacional de Turismo da Geórgia.

“80% do nosso orçamento de marketing vai para o digital. Tentamos incluir bloggers e influenciadores que escrevem sobre a Geórgia. No ano passado tivemos uma campanha muito interessante. Através de inteligência artificial, reunimos o que foi publicado em 2017 nas redes sociais e criámos um guia digital”.

Mas para esta diretora  o turismo responsável também exige educação. “É muito importante educar também as pessoas que moram nos lugares e educá-los sobre a importância do turismo sustentável”, defende Anna Kekelia.

Seguindo muito Portugal o Japão já experiente nas lides turísticas usará o Mundial de Râguebi de 2019 e os Jogos Olímpicos, em 2020 para se promover 

“Mas há muito mais para oferecer aos fãs de desporto e não só”  pois este país de grande beleza natural, rico em cultura e história, está  já a viver um boom de viagens sem precedentes.

Assim o maior evento de râguebi do mundo vai trazer, no próximo ano, cerca de 1 milhão e 800 mil espectadores e gerar 2 mil milhões de dólares americanos na economia japonesa. Os visitantes também vão ser incentivados a explorar destinos alternativos fora do comum, numa tentativa de abraçar e promover as viagens sustentáveis e éticas.

Só estes exemplos mostram a competitividade no setor e a proximidade com as características portuguesas e a exigir uma mais atenção ao mercado e à evolução do mesma.

 

Antonio Sousa

0 comentário
0

RECOMENDAMOS

Comente

* Ao utilizar este formulário, você concorda com o armazenamento e gestão de seus dados por este site.