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Recusar o bota abaixo tradicional

por Joffre Justino

A O debate do OE tem decorrido de forma desastrosa para a oposição que teima no bata abaixo nada condicente diga-se, com a atitude em geral de Rui Rio, bastante mais coerente mesmo quando erra, mesmo quando aqui não concordamos com ele.

E por isso foi fácil anular as críticas das Direitas como fez o ministro Siza Vieira “Já no final de setembro o investimento da administração central cresceu 30 por cento relativamente ao período homólogo do ano anterior”, esta terça-feira, no debate do Orçamento do Estado na generalidade, que recordou que o Governo está “a fazer um dos maiores investimentos de sempre na ferrovia” e que tem “uma particular atenção ao transporte coletivo em todo o país e não apenas nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto”.

Brincando com as  “cativações” os governantes que falaram pelo Governo no debate do Orçamento do Estado deram conta, por diversas vezes, que há um “crescimento” do investimento recordando “Qual é o falhanço que têm os 30 por cento de crescimento do investimento púbico da administração central ate ao terceiro trimestre deste ano?”, como o fez Pedro Marques, que, perante os apartes vindos  até afirmou: “Esta é a direita do bota-abaixo. É direita do grita acima e bota-abaixo”.

Pedro Marques adiantou até que o investimento está “a crescer 139%” em relação ao mesmo período do ano passado. “Para quem está com o investimento todo cativado, ainda faz algum investimento”, lembrando as obras em curso no corredor sul entre Elvas e a fronteira, entre a Covilhã e a Guarda, na linha do Minho ou entre Alfarelos e Pampilhosa da Serra.

Garantiu ainda o ministro que está prevista no final do ano “uma nova redução de portagens no interior” do país para “veículos de mercadorias de classe um, nas empresas em locais de baixa densidade”. Quanto ao novo aeroporto do Montijo, Pedro Marques informou que o Governo tem “a negociação financeira e o trabalho ambiental em curso”, existindo “uma boa solução, sem custos para os contribuintes”.

“Anunciaremos assim que sujeito a todas as regras de segurança e ambientais”, acrescentou Pedro Marques, que criticou um “memorando” assinado pelo anterior Governo e acusou o anterior ministro do setor de ter andado “a correr a bater à porta dos presidentes de câmara para assinar um protocolo em vésperas de eleições”.

Seria de todo vantajoso que todos os partidos e todos os deputados tirassem as adequadas lições do resultado do botabaixismo no Brasil – a vitória de um fascista que se prepara para vender ao desbarato o petróleo do seu país e para vender  um dos pulmões da Terra a Amazónia para o destruir ! 

Na verdade a Democracia não combina com bota abaixo, nem no Brasil nem  em Portugal.

 

Foto de destaque: fengschwing on Visualhunt / CC BY-NC-SA

 

Joffre Justino

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