Home Brasil Vencer o fascismo para não ficar órfão de País

Vencer o fascismo para não ficar órfão de País

por Silvio Reis

Bolsonaro é o pior que nos pode acontecer” é o título do editorial do Congresso em Foco. Pela primeira vez, o veículo informativo do Congresso Nacional deixou de ser isento e registrou: “Este site, no ar há quase 15 anos, jamais se manifestou a favor de candidatos em nenhuma das sete eleições que acompanhamos nesse período.” É uma decisão histórica.

No último dia da campanha eleitoral, pesquisas de opinião mostram que Jair Bolsonaro (PSL) está com menor intenção de votos e maior rejeição, em comparação com sondagens anteriores. Fernando Haddad (PT) subiu alguns pontos e teve a rejeição diminuída.

A reta final pede um corpo a corpo com eleitores indecisos ou que poderão mudar de opinião. Haddad encerrou a campanha na periferia de São Paulo.Depois de ter se recusado a participar de debates televisivos, Bolsonaro utiliza a internet antes do pleito de domingo.

Em nome da democracia, grupos de professores e estudantes universitários tentaram debater e divulgar atos contra o fascismo. Juízes eleitorais e policiais proibiram manifestações em universidades federais. Um dia antes do pleito, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, garantiu liberdade de expressão. Será que dá tempo?

Antes do resultado da eleição, um programa de TV já gravou parabéns pela vitória do candidato do PSL. Segundo a agência Reuters, um dos assessores indicados por Bolsonaro, para ministro da Casa Civil, iniciou a transição de governo. De última hora, Ciro Gomes, o terceiro presidenciável mais votado nesta eleição, confirmou apoio ao PT. Por enquanto, não há indícios de grandes surpresas que marquem uma reviravolta.

Contra a opressão representada por Bolsonaro, cidadãos conscientes tentaram o viravoto de amigos, familiares e indecisos. .Artistas saíram às ruas de grandes cidades para oferecer esclarecimento. Com essas conscientizações, o segundo turno poderá ter uma quantidade menor de abstenções, que foi em torno dos 30 milhões em relação a setembro. Dessa vez, muitos eleitores viajaram para votar.

A manifestação “o amor vence o ódio” também poderá reduzir votos nulos e em branco.

Se Bolsonaro for eleito e praticar o discurso e o comportamento utilizados na campanha, milhões de brasileiros ficarão órfãos de País por tempo indeterminado.
Simbolicamente, vencer o mito Bolsonaro, representado pela luta entre Hércules e a Hidra de Lerna (na imagem de destaque) é promover profundas mudanças internas no Partido dos Trabalhadores e na política brasileira.  

Silvio Reis, jornalista brasileiro

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