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Os incêndios florestais finalmente em baixa

por Joffre Justino

Eis a  prova da necessidade de prevenção do crime!

Na AR houve até quem recusasse por razões administrativas ouvir a voz de mais de 3000 cidadãos a exigirem a condenação e prisão dos incendiários! Mas o terror dos fogos alertou todos ao ponto de fazer com a pressão das coimas que o governo começou a impor que o número de incêndios diminuísse este ano 43% em relação à média da última década e que a área ardida tenha baixado  69%, segundo o balanço de 2018 do Ministério da Administração Interna MAI que hoje vai ser apresentado num ‘briefing’ operacional de “balanço dos incêndios rurais de 2018” na Tapada Nacional de Mafra, antes da realização do Conselho de Ministros.

Aliás este ano foram detidas 149 pessoas e identificados 805 suspeitos pelo crime de incêndio florestal, além de se terem registado 336 contraordenações devido a queimadas e 621 devido a queima de sobrantes e realização de fogueiras valores que continuamos a reputar de insuficientes se queremos acabar com o drama dos incêndios florestais para sempre.

Foram ainda levantados 7.549 autos de contraordenação pela não limpeza de terrenos no âmbito do sistema de defesa da floresta contra incêndios número que sendo significativo é ainda baixo ! 

O balanço do MAI precisa que esta redução de ignições em 43% face à média dos dez anos anteriores resulta da aposta na sensibilização da população, a implementação dos programas ‘Aldeia Segura’ e ‘Pessoas Seguras’, o reforço das vigilância, patrulhamento florestal e fiscalização através do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) e Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR”.

Mesmo assim este crime dos incêndios florestais consumiram este ano 43.532 hectares, valor elevado mesmo sendo uma redução em 69% relativamente à média dos dez anos anteriores ja que o valor excelente tem de ser 0 ha! 

O aumento de 79 EIP e de 600 elementos na GNR (500 para o GIPS e 100 para o SEPNA), o DECIR contou este ano, no período de maior reforço de meios e considerado de maior risco de incêndio, com mais 1.027 operacionais e sete meios aéreos.

Na prevenção, o MAI salienta a  linha de crédito de 50 milhões de euros destinada às autarquias locais que executaram ações de gestão de combustível em substituição dos proprietários, o sistema de aviso por mensagem de telemóvel e a instalação de 32 novas câmaras de videovigilância florestal, além da criação dos programas ‘Aldeias Seguras’ e ‘Pessoas Seguras’.

Nós entretanto continuamos a insistir que o combate aos incêndios florestais é matéria de Segurança Nacional e os criminosos que os geram deveriam ser considerados ao nível dos terroristas !

 

Foto de destaque: LUSA

 

Joffre Justino

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