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Fatalidades do interior de Portugal

por Joffre Justino

António Costa, pretende  “aproveitar plenamente todos os seus recursos” e não continuar a desperdiçar a faixa transfronteiriça entre Portugal e as Espanhas num cenário estratégico já pensado há uns 100 anos pelos republicanos de ambas as partes .

“O tempo de termos as costas voltadas a Espanha ficou há séculos atrás. Hoje somos parceiros na União Europeia, num único mercado ibérico”, afirmou António Costa, em Nelas, durante uma visita à empresa Luso Finsa – Indústria e Comércio de Madeira S.A., não é entendendo que o problema está sobretudo por um lado na arrogância das Espanhas dominadas monarquicamente por Castela e por outro no atraso organizacional luso atraso imposto por 48 anos de fascismo 

Antonio Costa ignorando estas “guerras” Republicas/Ditaduras não entenderá os elementos estratégicos que mudariam a península ibérica algo que nem o PSOE, o cavaquistao salazarento e o guterrismo entenderam – não é recusando a diversidade que se muda e Governo, autarquias, instituições e empresas por mais que queiram  “ser capazes de aproveitar as sinergias desta proximidade” para ajudar a desenvolver Portugal e também as regiões fronteiriças de Espanha fora de um contexto diverso político social e cultural nada acontecerá pois só com uma península ibérica baseada na diversidade é que as regiões transfronteiriças se integrarão.

Na verdade não basta dizer “Quanto mais nos envolvermos de um lado e do outro da fronteira, mais nos ajudamos a todos a desenvolver em conjunto, nesta economia global”, para superar as mortes os terrores os contrabandistas os transportadores de clandestinos e emigrantes que as fronteiras em comum acordo impunham aos cidadãos.

Há exceções felizes e louváveis como o grupo Finsa, com origem na Galiza, e a sua empresa de Nelas que assinou hoje um contrato de investimento no valor de 49,5 milhões de euros que prevê a criação de mais 51  postos de trabalho até 31 de dezembro de 2021 e a manutenção dos atuais 262 empregos diretos até 31 de dezembro de 2026.

António Costa frisou que “está nos planos estratégicos da empresa o desenvolvimento da utilização da ferrovia”, o que entende, visto tratar-se de “uma empresa que utiliza 60 mil camiões por ano” e que so mudar leva António Costa, a pensar que com empresas como a Luso Finsa é que a prioridade de investimento do Governo em termos de infraestruturas se centra nos portos e na ferrovia e aí se justifica “A ferrovia como motor do transporte com menor custo ambiental, não só para o conjunto do mercado ibérico, não só para o centro da Europa, mas para os portos”, justificou António Costa 

Por isso o Governo quer que “as empresas tenham melhores condições para receberem as suas matérias primas e para poderem exportar as suas produções”, e que não se pode falar em “fatalidade do interior” do país.

Não não se pode mas deve-se olhar estrategicamente para o que é estratégico e com as Espanhas dominadas por Castela nada a fazer porque eles não querem,

 

Foto de e: LUSA

 

Joffre Justino

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