Para a secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, as “Forças Armadas não são, nem devem ser suscetíveis de querelas político-partidárias”, assumindo ainda o seu respeito pela decisão de Azeredo Lopes de se demitir de ministro da Defesa.
Assim, se o ministro da Defesa entendeu não ter condições para continuar a ser ministro da Defesa e se o PS se limita a respeitar a sua decisão, e ainda mais, se “como sempre, que o PS sempre defendeu o respeito pelas Forças Armadas e o respeito pelo funcionamento das instituições”, para que raio e como é que as FFAA se submetem ao Estado de Direito Ana Catarina Mendes, questionamos nós !?
Segundo Ana Catarina Mendes o PS, acha que deve haver “…serenidade para poder chegar ao fim esta investigação e devem funcionar tranquilamente. É isso que nós desejamos”, recusando questionar o como umas FFAA que nem gerir o seu património pode defender a sua Pátria pelo que além da demissão do ministro da Defesa deveríamos ter visto a demissão do CEMGFA e quiçá do Comandante em Chefe das FFAA pois não é em tempo de guerra que se aprende a limpar e gerir as armas que se tem !
Não basta portanto, o que entende a secretária-geral adjunta do PS, “aguardar pelo resultado das investigações em curso” no caso do furto das armas de Tancos, nem defender que “as funções de soberania exigem recato e devem estar acima de disputas político-partidárias” o que em nada corresponde ao que é um Estado de Direito, onde deve dominar o princípio do povo com o povo para o povo e não um qualquer recato …
E se “As Forças Armadas devem ter condições para funcionar e exercer as suas funções ao serviço do Estado de direito democrático e de Portugal. É mesmo isso que o PS espera, que todos deverão saber compreender nesta altura”, devem explicar muito bem e circunstanciadamente todo este ridículo imbróglio de armas roubadas pela porta principal, encontradas em descampado avisado sem que ninguém das chefias assuma seja o que for, como se tudo fosse uma passeata a Luanda!
Foto de destaque: LUSA
Joffre Justino

