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Crise em São Tomé e Príncipe

por Antonio Sousa

Pela primeira vez surge em São Tomé e Príncipe uma crise eleitoral a forçar a Polícia de Defesa do Estado deste país a intervir esta noite na capital são-tomense, para travar a fúria de uma multidão de manifestantes que, segundo também a TSF protestavam contra a recontagem de votos na comissão eleitoral distrital, após as eleições de domingo.

Foram centenas de simpatizantes do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata, MLSTP-PSD, segundo partido mais votado nas legislativas de domingo que se concentraram desde cerca das 16:00 em frente à comissão eleitoral distrital de Água Grande, para contestarem uma alegada recontagem de votos das eleições da véspera, que diziam ser contrária à lei pois receavam que os votos fossem alterados.

Pelas 20h00, a polícia agora conhecida como ‘ninjas’ nome dado pela UNITA a uma força para militar inventada pelos espanhóis para servir em 1992 o MPLA em Angola, claro começou a avançar, e a forçar a multidão a recuar, levando com pedras e garrafas atiradas pelos manifestantes.

Os agentes provocando explosões e fazendo uma barreira no início da rua, encerrando-a ao trânsito e à circulação, não estavam a resolver a situação, pelo que os protestos foram aumentando de violência tendo havido a destruição de um carro de uma juíza da comissão eleitoral.

Cerca de uma hora após a primeira intervenção, a polícia que mantinha a rua fechada lançou granadas de fumo, enquanto dezenas de pessoas se mantinham concentradas em frente, do outro lado da estrada.

Segundo os resultados provisórios das eleições legislativas de domingo dos 55 mandatos na Assembleia Nacional, a ADI, partido do primeiro-ministro, Patrice Trovoada, venceu a eleição com maioria relativa, obtendo um total de 25 eleitos, com 32.805 votos, e o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata, MLSTP-PSD, liderado por Jorge Bom Jesus, conseguiu eleger 23 deputados, recebendo 31.634 votos.

Em terceiro lugar, com 7.451 votos, ficou a coligação formada pelo Partido da Convergência Democrática, PCD, segundo maior partido da oposição, a União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), e o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), obtendo cinco mandatos o Movimento de Cidadãos Independentes de São Tomé e Príncipe elegeu dois deputados pelo distrito de Caué, no sul do país.

Entretanto MLSTP e coligação PCD reclamam ter conquistado “maioria absoluta” e estão a negociar a formação de um Governo por entre está localizada mas forte tensão pós eleitoral!

 

Foto de destaque: NUNO VEIGA/LUSA

António Sousa

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